Governador da Califórnia considera reação da Europa a Trump como patética
Perry Mason
(1957-1966) – Joy Hodges, Maria Palmer, Philip Bourneuf
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou a reação
da Europa ao presidente norte-americano, Donald Trump, como patética e
embaraçosa, apelando aos líderes europeus que se unam e enfrentem o governo dos
Estados Unidos.
“É tempo de levar isto a sério e
pararem de ser cúmplices”, disse Newsom aos jornalistas à margem do
Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
Newsom disse aos europeus para resistirem às ameaças de
tarifas feitas por Trump em relação ao apoio à Gronelândia.
“Tenham coragem”, disse Newsom.
O governador da Califórnia lamentou ainda o fosso entre o
que os europeus dizem publicamente a Trump e o que dizem em privado entre si.
“Este tipo está a fazer as
pessoas de parvas. Quer dizer, toda a gente está a falar nas costas dele. Estão
a rir-se dele e, ao mesmo tempo, estão a bajulá-lo”, criticou
Newson.
Hoje, em Davos, o secretário do Tesouro norte-americano,
Scott Bessent, afirmou que as relações entre os Estados Unidos e a Europa
continuam fortes, pedindo aos parceiros para “respirarem fundo” e deixarem as
tensões causadas pela Gronelândia.
No sábado, Trump anunciou uma taxa de importação de 10%, a
partir de fevereiro, sobre os produtos de oito nações europeias que se uniram
em torno da Dinamarca, após o presidente norte-americano ter intensificado os
apelos para que os Estados Unidos assumam o controlo do território semiautónomo
da Gronelândia.
Trump insiste que os EUA precisam do território por razões
de segurança contra possíveis ameaças da China e da Rússia.
Scott Bessent afirmou que o pior que qualquer país pode
fazer é intensificar as hostilidades contra os Estados Unidos.
“O que o presidente Trump está a ameaçar em relação à
Gronelândia é muito diferente dos outros acordos comerciais”, disse.
“Por isso, insto a todos os países a manterem os seus
acordos comerciais”, referiu o responsável norte-americano.
O encontro anual do Fórum Económico Mundial atrai executivos
de empresas, académicos, filantropos e meios de comunicação social à cidade
alpina suíça de Davos para incentivar o debate e as negociações.
Neste fórum, que teve início na segunda-feira e estende-se
por toda a semana, espera-se que 850 presidentes e diretores executivos das
principais empresas do mundo estejam entre os 3000 participantes de 130 países
na estância alpina de Davos.
A terceira participação de Trump no fórum ocorre quando os
aliados dos Estados Unidos se preocupam com a sua ambição de anexar a
Gronelândia e a América Latina enfrenta a ofensiva dos norte-americanos na
exploração do petróleo na Venezuela.
Assim como os líderes empresariais e legisladores dos EUA
expressam preocupação com as táticas agressivas do presidente norte-americano
em relação ao presidente da Reserva Federal, Jerome Powell.
Fonte: Lusa, 20 de janeiro
de 2026

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