Lagarde abandona jantar em Davos ofendida com secretário do Comércio dos EUA
Perry Mason
(1957-1966) – Patricia Barry
Os
comentários do Secretário do Comércio, Howard Lutnick, estavam relacionados com
a atitude europeia face à intenção de Donald Trump anexar a Gronelândia
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine
Lagarde, retirou-se de forma abrupta de um jantar organizado no Forum de Davos,
depois de considerar ofensivos comentários do secretário do Comércio dos EUA.
A informação foi avançada pelo Wall Street Journal,
que cita fontes presentes na ocasião, segundo as quais os comentários de Howard
Lutnick estavam relacionados com a atitude europeia face à intenção de Donald
Trump anexar a Gronelândia.
Segundo as mesmas fontes, alguns convidados aplaudiram as
declarações de Lutnick, que destacou o poder dos EUA em comparação com a
Europa, e outros vaiaram-no. Lagarde levantou-se da mesa antes de acabar a
refeição, numa iniciativa organizada pelo presidente da Blackrock, Larry Fink.
O BCE não comentou o incidente enquanto um porta-voz do
Departamento de Comércio, citado pelo jornal, garantiu que ninguém saiu antes
de tempo, durante o discurso de Lutnick, que durou três minutos, e que só uma
pessoa o vaiou, o ex-presidente Al Gore.
Fonte: ECO, 22 de janeiro de 2026
Howard Lutnick é afamado por ser vizinho de Jeffrey Epstein que, tal como Bill Clinton, não inalou. Este o charro, aquele as frangas.
Lagarde abandona jantar em Davos onde EUA criticavam Europa
Ministro
do Comércio criticava duramente a Europa durante evento em Davos e foi alvo de
vaias. Várias pessoas começaram então a abandonar a sala, incluindo a
presidente do BCE. Evento foi interrompido
antes da sobremesa ser servida
Uma centena de convidados para um jantar entre os quais
presidentes das maiores empresas mundiais e chefes de Estado presentes em
Davos, Suíça.
Mas um discurso agressivo de um ministro norte-americano a
criticar a Europa deu origem a vaias e ao abandono da sala por várias pessoas.
O evento foi mesmo cancelado antes da sobremesa ser servida.
Entre as pessoas que abandonaram a sala, esteve a presidente
do Banco Central Europeu (BCE) Christine Lagarde.
O ministro do Comércio dos EUA criticava a Europa durante um
discurso no evento que teve lugar durante o Fórum Económico Mundial em Davos.
Durante uma passagem em que Howard Lutnick realizava pesadas
críticas à Europa, a francesa Christine Lagarde levantou-se e simplesmente
abandonou a sala, revela a “Reuters”.
O jantar contava com uma centena de pessoas e foi organizado
pelo presidente da BlackRock Larry Fink, que também é co-chairman do Fórum
Económico Mundial. Foram convidados participantes do fórum, como empresários,
mas também chefes de Estado e outros altos dignatários.
O evento foi interrompido depois das vaias em que várias
pessoas começaram a sair da sala.
Donald Trump encontra-se a falar esta tarde em Davos onde
voltou a expressar o seu desejo de controlar a Gronelândia, uma intenção que
tem sido bastante criticada pelos líderes europeus.
“As pessoas pensam que eu usaria força, mas não tenho de
usar força. Não quero usar, não vou usar força”, disse o líder dos EUA no seu
discurso no Fórum Económico Mundial.
Trump quer arrancar imediatamente com negociações para
comprar a Gronelândia, que pertence à Dinamarca, e deixou um aviso pouco
habitual entre aliados. “Eles têm uma escolha [Dinamarca]. Podem dizer, e vamos
apreciar o gesto; podem dizer não, e vamos lembrar-nos”.
A “Reuters” descreve que o discurso de Trump em Davos foi
“mais de uma hora de repreensões e ameaças dirigidas a países já inquietos com
a pressão dos EUA para apoderar-se de território da Dinamarca, um velho aliado
dos EUA e da NATO”.
Fiel a si próprio, chamou a Dinamarca de “ingrata”, tendo
qualificado a compra da Gronelândia como um “pequeno pedido” sobre um “pedaço
de gelo”. Uma eventual aquisição, não coloca em causa a aliança da NATO,
garantiu.
Deixou críticas também à Europa em várias vertentes: a
energia eólica, o ambiente, a imigração e a geopolítica.
A Dinamarca já reagiu. “É claro do discurso que permanece a
ambição do presidente”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros Lokke
Rasmussen. Apesar de ter afastado a ameaça militar, o “problema não
desapareceu”, segundo o governante dinamarquês.
Fonte: O Jornal Económico, 21 de janeiro de 2026
Quando os meninos vão para a cama sem sobremesa o caso é grave.



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