María Corina Machado diz que quer partilhar o Prémio Nobel da Paz com Trump
Whitstable
Pearl (2021) - Kerry Godliman
María
Corina Machado afirmou que a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro foi
um "grande passo para a humanidade, para a liberdade e para a dignidade
humana"
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse
na segunda-feira que quer partilhar o seu Prémio Nobel da Paz com o presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, e agradecer-lhe pessoalmente após a
intervenção militar da sua administração na Venezuela.
Numa entrevista à Fox News, María Corina Machado
elogiou Trump pela destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro no
sábado, descrevendo as ações de Washington como "um enorme passo para a
humanidade, para a liberdade e para a dignidade humana".
Machado disse que não falava com o presidente dos EUA desde
o dia 10 de outubro, dia em que foi anunciada como vencedora do Prémio Nobel da
Paz.
O prémio foi atribuído a Machado, de 58 anos, depois de ter
lançado o mais sério desafio pacífico ao governo de Maduro em muitos anos. Na
altura, Machado dedicou parcialmente o prémio a Trump, que há muito o cobiçava,
e disse que ele tinha merecido a honra.
Em declarações à Fox News na segunda-feira, Machado disse que iria partilhar o prémio com Trump.
"Eu certamente adoraria poder dizer-lhe pessoalmente que acreditamos, o povo venezuelano, porque este é um prémio do povo venezuelano, certamente quer dá-lo a ele, e compartilhá-lo com ele", disse Machado ao apresentador da Fox News, Sean Hannity.
Embora Trump tenha telefonado a Machado em outubro para a
felicitar pela atribuição do Prémio Nobel, os meios de comunicação social
norte-americanos noticiaram que ele ficou
descontente com o facto de ela ter aceitado o tão cobiçado prémio em vez de o
recusar e o dar a ele.
A entrevista de Machado à Fox News surgiu dias depois
de Trump ter rejeitado a ideia de trabalhar com ela.
"Acho que seria muito difícil para ela ser a
líder", disse Trump sobre Machado. "Ela não tem o apoio ou o respeito
do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito."
Delcy Rodríguez - que foi vice-presidente e ministra do
petróleo da Venezuela e prometeu trabalhar com a administração Trump - foi
empossada como presidente interina na segunda-feira, quando Maduro compareceu a
um tribunal de Nova Iorque por acusações de tráfico de drogas.
Fonte: Euronews, 6 de janeiro de 2026
Trump disse que gostaria que Corina Machado lhe desse o
Prémio Nobel
O presidente dos Estados Unidos afirmou que se vai encontrar
com Maria Corina Machado acrescentando que seria "uma grande honra"
se a dirigente oposicionista venezuelana lhe entregasse o Prémio Nobel da Paz.
Donald Trump disse na quinta-feira à noite, à estação de
televisão Fox News, que o encontro com Corina Machado vai decorrer em
Washington na próxima semana, não tendo sido especificada a data.
O presidente norte-americano referindo-se ao encontro
afirmou que seria uma honra receber de Corina Machado a medalha do Prémio Nobel
da Paz que a líder oposicionista da Venezuela recebeu do Comité Nobel em 2025.
"Ouvi dizer que ela queria fazer isto. Seria uma grande honra", disse Donald Trump ao apresentador da Fox News que recordou que a líder da oposição venezuelana tinha prometido "partilhar" e até "entregar" o galardão.
Os Estados Unidos capturaram no sábado o presidente da
Venezuela que está a ser julgado em Nova
Iorque por tráfico de estupefacientes e posse de armas.
Nesse dia, Trump afirmou que Corina Machado não estava
qualificada para assumir a liderança da Venezuela e sublinhou que a realização
de eleições no país não está na agenda de Washington.
Segundo a Agência France Presse, Donald Trump não
superou o facto de Corina Machado ter sido escolhida para o Prémio Nobel da
Paz, no ano passado.
Nesse sentido, o presidente norte-americano voltou a
expressar queixas na entrevista à Fox News, criticando particularmente a
Noruega.
"Esta é a posição do comité (que atribui o Prémio Nobel
da Paz). (...) É muito embaraçoso para a Noruega. Se tiveram alguma coisa a ver
com isso ou não. Penso que tiveram. Dizem que não. Mas
quando se acaba com oito guerras, deve-se ganhar um prémio por cada uma delas",
disse Donald Trump, repetindo este número, que os especialistas em relações
internacionais consideram fantasioso.
A líder da oposição disse ainda que tenciona regressar à
Venezuela "o mais rapidamente possível."
Machado apareceu brevemente em público em dezembro para
aceitar o Prémio Nobel da Paz em Oslo. Estava escondida desde 9 de janeiro,
quando foi brevemente detida depois de participar num protesto contra o governo
em Caracas, capital da Venezuela.
Machado obteve uma vitória
retumbante nas eleições primárias
da oposição em 2023, com 93% dos votos, mas foi impedida de exercer cargos
públicos, o que a impediu de concorrer contra Maduro em 2024.
O candidato que a substituiu, Edmundo González, terá ganho
por uma larga margem, de acordo com os resultados das mesas de voto. No
entanto, Maduro foi declarado vencedor no que foi amplamente considerado como
uma aparente fraude eleitoral.
Fonte: RTP, 9 de janeiro de 2025
E já vão três prémios da paz na estante de Donald Trump, e a procissão destes prestigiados galardões ainda vai no jardim da Casa Branca.





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