Mulher de Arruda cúmplice no crime: "É bonita, fico com a carteira. Mas sabes que há câmaras no aeroporto? Que vergonha"
Perry Mason
(1957-1966) – Michael Parks
O Ministério Público, na acusação ao ex-deputado Miguel
Arruda por 21 furtos de malas no aeroporto de Lisboa, a que a TVI e a CNN
Portugal tiveram acesso, faz o inventário de
todos os bens no valor de dezenas de milhares de euros encontrados em casa e no
gabinete do então parlamentar do Chega na Assembleia da República - e revela a cumplicidade de Ana Arruda, mulher
do suspeito, em todo o esquema, denunciada nas trocas de mensagens por WhatsApp
entre o casal, com Ana a confessar “vergonha” e “medo” que o marido fosse
apanhado “pelas câmaras”, mas sem resistir a ficar, para ela, com peças de
marca.
Miguel Arruda, depois de desviar malas alheias nos tapetes
rolantes, e de as levar para casa, em Lisboa, espalhava a roupa e outros bens,
como perfumes, em cima da cama, e enviava fotografias de tudo à mulher, que
estava em Ponta Delgada, dando início a trocas de mensagens como esta, a 16 de
outubro de 2024, a propósito de uma carteira da marca Louis Vuitton:
Miguel: “Queres para ti? Ou vendo?”
Ana: “Onde arranjaste isso?
Miguel: “Não interessa, heheheh. Queres ou não? É original”.
Ana: “Sabes que há câmaras nos aeroportos? Eu gosto e fico
com esse, mas não se faz mais isso, please. Que medo de seres apanhado. Que
vergonha”.
Na mesma madrugada, o deputado envia à mulher a fotografia
de outra carteira, da marca Trussardi, e reatam o diálogo.
Ana Arruda: “Fod….., só cenas caras, mais uma mala no
aeroporto?”
Miguel: “Não tens nada a ver com isso, heheheh. Ou queres ou
meto à venda”?
Ana: “Por favor, que seja a última vez. Eu fico aflita. Eu
quero, é bonita e é mesmo o meu género”.
Miguel: “Queres as duas? Ou meto à venda?”.
Ana: “Sim, fico com as duas”.
Há várias outras conversas a denunciar a cumplicidade entre
o casal, como esta, em dezembro de 2024:
Miguel: “De roupas, desta vez não veio nada de jeito.
Safou-se um perfume para ti, vamos ver se gostas”.
Ana: “A roupa era toda pequena?”
Miguel: “Se não servir para vender, dás à Letícia”
[empregada do casal em Ponta Delgada].
Ana Arruda responde assim pelo crime de recetação, enquanto
o marido está acusado por 21 crimes de furto qualificado.
Fonte: TVI Notícias, 8 janeiro de 2026
PSP encontra empregada de Miguel Arruda vestida dos pés
à cabeça com roupa furtada no aeroporto
Quando a PSP entrou em casa de Miguel Arruda, em Ponta
Delgada, para fazer buscas, encontrou a empregada doméstica do casal toda
vestida com roupas roubadas pelo patrão.
“Tinha na sua posse uma t-shirt de marca Sandro Paris, cor
amarelo claro; um conjunto de calças e camisa, cor azul clara com estampado
floral, bens estes que haviam sido furtados previamente pelo arguido” -
retirados das malas de viagem que o então deputado do Chega desviava dos
tapetes rolantes no aeroporto de Lisboa.
Letícia Pacheco incorreu assim num crime de recetação - o
mesmo pelo qual responde Ana Arruda, mulher do ex-deputado -, mas no despacho
final do Ministério Público essa parte foi arquivada, não se dando como
demonstrado que Letícia conhecesse a origem ilícita dos bens obtidos pelo
patrão.
De resto, nas várias trocas de mensagens apanhadas entre
Miguel e Ana Arruda, ambos concordavam que as peças de roupa mais pequenas -
que não servissem a Ana - deviam ser oferecidas a Letícia, ou para ela ou para
a sua filha menor.
Além da distribuição de roupa e de outros bens furtados que
Miguel Arruda fazia pela mulher e pela empregada, também fazia vendas online na
plataforma Vinted, através da conta MiguelArruda84.
Fonte: TVI Notícias, 8 janeiro de 2026
Facebook atira todo o seu discurso do ódio contra o deputado caído em desgraça para o achincalhar ainda mais e dar base legal para eventuais extrações pela Força Delta.








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