Presidente interina da Venezuela afirma que receitas do petróleo estão destinadas ao sistema de saúde
Perry Mason (1957-1966)
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez,
garantiu hoje que as receitas do petróleo serão destinadas à recuperação e
reestruturação do sistema de saúde do país, apesar da advertência dos Estados
Unidos que controlarão a venda de petróleo.
Numa breve declaração, transmitida pelo canal estatal VTV,
Delcy Rodríguez indicou que está a trabalhar num plano especial para a área da
saúde, afetada por anos de crise, e que o primeiro compromisso é que cada dólar que
entrar na Venezuela proveniente das vendas da indústria petrolífera
e gasista do país seja destinado a dar resposta às necessidades do sistema de
saúde.
Além disso, disse que, com este plano, já existem 75 centros
de saúde que serão equipados com "as receitas provenientes do
petróleo".
No passado dia 7 de janeiro, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright,
garantiu que o seu país controlará a venda de petróleo da Venezuela por tempo
"indefinido" e depositará as receitas dessas transações em contas
administradas por Washington.
Numa conferência em Miami, o secretário norte-americano
disse então que está "a trabalhar diretamente em cooperação com os
venezuelanos", após o anúncio feito anteriormente pelo presidente dos EUA,
Donald Trump, de que a Venezuela entregará
entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para
comercialização.
Wright indicou que Washington permitirá a venda de petróleo
venezuelano a refinarias americanas e mercados internacionais, mas precisou que
"essas vendas serão feitas pelo governo dos EUA e os fundos serão
depositados em contas controladas pelo Governo dos EUA".
No dia 9 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, ofereceu, numa reunião realizada na Casa Branca com os executivos das
principais petrolíferas do mundo, "proteção
e segurança do governo" a longo prazo para empresas
petrolíferas nacionais e internacionais e instou-as a investir na Venezuela.
Trump assegurou então que o plano é que as empresas
petrolíferas americanas invistam "pelo menos 100 mil milhões de dólares do
seu próprio capital, não do dinheiro do governo", para revitalizar as
infraestruturas no país das Caraíbas e, com o tempo, aumentar a produção de
petróleo.
O presidente norte-americano convidou também a China e a
Rússia a comprar todo o petróleo venezuelano gerido por Washington "de que
necessitem".
Fonte: Lusa, 14 de janeiro de 2026

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