TikTok investiga bloqueio de vídeos sobre Epstein e anti-Trump entre acusações de censura
O.P.J. Pacifique Sud (2019) - Marielle Karabeu
O
TikTok diz estar a investigar por que razão utilizadores da plataforma terão
sido impedidos de usar a palavra "Epstein" em mensagens diretas
A polémica surge após várias figuras públicas, incluindo o
governador da Califórnia, Gavin Newsom, e músicos como Billie Eilish, terem
acusado o TikTok de censurar vídeos críticos da administração Trump e da sua
ofensiva contra a imigração.
A controvérsia segue-se a uma profunda reorganização das
operações do TikTok nos EUA. A ByteDance, empresa chinesa que detém o TikTok,
foi obrigada a alienar a participação maioritária no negócio da plataforma nos
EUA. Uma entidade autónoma do TikTok nos EUA passou a ser controlada por um
conselho de administração maioritariamente americano, composto sobretudo por
investidores dos EUA.
O algoritmo de recomendação de conteúdos da plataforma foi
licenciado à Oracle, empresa tecnológica liderada por Larry Ellison, aliado de
Trump.
"Não temos regras que
impeçam partilhar o nome 'Epstein' em
mensagens diretas e estamos a investigar por que motivo alguns utilizadores
estão a ter problemas", disse um porta-voz da operação norte-americana do
TikTok, em declaração à NPR, na terça-feira.
Desde a mudança de controlo na semana passada, utilizadores
do TikTok também alegaram que vídeos sobre rusgas do ICE (Serviços de Imigração
e Controlo Aduaneiro dos EUA) e protestos em Minneapolis foram alvo de censura.
O TikTok disse numa declaração na noite de segunda-feira que
estava a lidar com um "grave problema de infraestrutura provocado por uma
falha de energia" num dos seus centros de dados nos EUA e sugeriu que isso
estava a causar "várias falhas" aos utilizadores.
"Os criadores podem, temporariamente, ver '0'
visualizações ou gostos nos vídeos, e os seus ganhos podem parecer em falta.
Trata-se de um erro de apresentação causado por tempos de expiração nos
servidores", acrescentou.
Governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou na
segunda-feira que vai investigar se o TikTok está a violar a lei do Estado ao
censurar conteúdos.
"É altura de investigar", escreveu numa publicação
na X na noite de segunda-feira. "Estou a iniciar uma análise para apurar
se o TikTok está a violar a lei do Estado ao censurar conteúdo crítico de
Trump."
O gabinete de imprensa de Newsom afirmou ainda, em comunicado: "Após a venda do TikTok a um grupo empresarial alinhado com Trump, o nosso gabinete recebeu relatos e confirmou, de forma independente, casos de supressão de conteúdos críticos do presidente Trump."
Euronews Next solicitou comentário ao TikTok, mas não
obteve resposta à hora de publicação.
Fonte: Euronews, 27 de
janeiro de 2026

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