Trump apoia governo de transição e assume presidência de conselho em Gaza
Perry Mason
(1957-1966) – Abraham Sofaer, Robert F. Simon, Lisa Gaye
O presidente Donald Trump manifestou, esta sexta-feira, dia
16, apoio à criação de um “Governo Tecnocrático Palestiniano” em Gaza. O órgão,
designado Comité Nacional para a Administração de Gaza, será responsável pela
governação do território durante o período de transição previsto no plano de
cessar-fogo estabelecido em outubro.
Trump anunciou igualmente a formação de um “Conselho de Paz”
internacional, do qual o próprio assumirá a presidência, com a missão de
supervisionar as ações do governo tecnocrático. O comité executivo contará com
15 membros e será liderado por Ali Shaath, antigo vice-ministro da Autoridade
Palestiniana, com experiência na área do desenvolvimento industrial.
Apesar da consolidação política anunciada, a trégua entre
Israel e o Hamas continua frágil. Desde o início do acordo, em outubro, foram
registadas centenas de mortes resultantes de violações mútuas, incluindo
vítimas civis e crianças. O processo de paz enfrenta ainda obstáculos
significativos, como o desarmamento do Hamas e a retirada total das tropas
israelitas.
A estratégia norte-americana conta com a mediação ativa do
Egipto, do Catar e da Turquia. Estes países deverão assegurar o cumprimento do
acordo de desmilitarização, enquanto Washington planeia o envio de uma força
internacional de manutenção da paz para estabilizar as fronteiras e reabrir
passagens estratégicas.
A posição de Trump como chefe do conselho supervisor gerou
debate entre especialistas, que questionam o grau de interferência direta na
governação local. Ainda assim, o presidente reiterou que os líderes
palestinianos escolhidos estão comprometidos com o processo de paz e que os
nomes dos restantes membros do conselho serão divulgados em breve.
Fonte: Newsrondonia, 16 de janeiro de 2026
Rubio, Kushner, Blair: Casa Branca anuncia membros do Conselho da Paz para Gaza
A Casa Branca anunciou esta sexta-feira a composição do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza.
Os membros serão:
• Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA;
• Steve Witkoff, enviado especial de Trump para o Médio Oriente;
• Jared Kushner, genro de Donald Trump e conselheiro da Casa Branca;
• Tony Blair, antigo primeiro-ministro do Reino Unido;
• Marc Rowan, empresário e multimilionário;
• Ajay Banga, presidente do World Bank Group (Banco Mundial);
• Robert Gabriel, conselheiro adjunto para a Segurança Nacional dos EUA.
Em complemento, Aryeh Lightstone, CEO do Abraham Accords Peace Institute, e Josh Gruenbaum, comissário do Serviço Federal de Aquisições, serão conselheiros séniores do Conselho da Paz.
Fonte: CNN Portugal, 16 de janeiro de 2026
Obviamente, neste lote pândego faltam Moe, Larry e Curly
“Phony Express” (1943)
Para facilitar a governação Israel encolhe o território, menos espaço, mais concertação da expertise no que sobra.
Gaza mais curta. BBC diz que Israel modificou marcadores de fronteira
A chamada "linha amarela" terá sido mexida pelas IDF (Israel Defensive Forces). De Israel dizem que não. Israel terá feito avançar para dentro da Faixa de Gaza a linha de controlo israelita na Palestina que foi acordada no cessar-fogo de outubro de 2025. A denúncia é da BBC, que sustenta a informação com imagens de satélite, mas as Forças de Defesa de Israel (IDF) negam qualquer alteração da chamada “linha amarela”.
A BBC Verify – plataforma de verificação de factos da emissora britânica – detetou através de imagens de satélite que “em pelo menos três áreas, Israel colocou blocos”, determinados pelo acordo de cessar-fogo, “antes de regressar e posteriormente empurrar as posições mais para dentro da Faixa de Gaza”. No total, 16 posições terão sido modificadas cerca de 295 metros para o interior do enclave, mais 205 outras que foram deslocadas vários metros.
Já outras partes da linha, junto de Rafah, permanecem sem blocos de demarcação da fronteira, correspondente a cerca de 10 quilómetros.
No entanto, as IDF rejeitam que tenha sido feita alguma alteração.
Nas últimas semanas, as forças israelitas têm intensificado as ações na linha de demarcação, a chamada “linha amarela”, levando a cabo sete dezenas de ataques que resultaram em mais de 400 mortos.
Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado o início da segunda fase do acordo de cessar-fogo, que prevê a saída das tropas israelitas do enclave, assim como a desmilitarização do Hamas.
Fonte: RTP, 16 de janeiro de 2026



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