X vai impedir Grok de despir pessoas reais em imagens
Perry Mason
(1957-1966) – William Hopper, Jose Gonzales-Gonzales, Nacho Galindo
A ferramenta de inteligência artificial Grok vai deixar de
permitir editar fotografias de pessoas reais retirando-lhes a roupa ou
trocando-a por roupa mais reveladora. A notícia surge no mesmo dia em que foi
conhecida a abertura de uma investigação devido à proliferação online de
imagens de mulheres e crianças nuas geradas com o Grok, assistente de
inteligência artificial (IA) criado pela empresa de Elon Musk.
“Implementámos medidas tecnológicas para impedir que a conta
Grok permita a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, como
biquínis. Esta restrição aplica-se a todos os utilizadores, incluindo
assinantes pagos”, lê-se num anúncio no X, que opera esta ferramenta, escreve a
BBC.
A mudança foi anunciada horas depois de o procurador-geral
da Califórnia ter anunciado que estava a investigar a disseminação de deepfakes
sexualizados gerados por IA, incluindo de crianças, produzidos pelo modelo de
IA. O procurador acusou a xAI de ter divulgado a capacidade de despir pessoas
“como uma ferramenta de marketing, o que, previsivelmente, levou à proliferação
de conteúdos sexualizados sem o consentimento dos indivíduos envolvidos”.
Já na semana passada, uma análise conduzida pela organização
não-governamental (ONG) AI Forensics a mais de 20 mil imagens geradas pelo Grok
concluiu que mais de metade retratava indivíduos com pouca roupa — 81% dos
quais eram mulheres e 2% dos quais pareciam
ser menores de idade.
Fonte: Observador, 15 de janeiro de 2026
A grande questão para os pensadores do futuro — num contexto de Inteligência Artificial plenamente treinada — será a identificação de conteúdos sexualizados por entre o dilúvio de imagens disponibilizadas ao grande público. Duas figuras masculinas de forte base de seguidores e uma mulher envolta em peles constitui, sem grande margem de dúvida, uma imagem sexualizada.


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