Jeffrey Epstein terá pensado mudar-se para Portugal em 2014
Only
Murders in the Building (2021) - Selena Gomez
Jeffrey Epstein, o milionário norte-americano suspeito de
estar no centro de uma rede internacional de tráfico sexual e pedofilia, chegou
a discutir a hipótese de mudar-se para Portugal, apesar
de demonstrar algumas reservas quanto a esse plano.
De acordo com o semanário Expresso, na mais recente
tranche de documentos disponibilizada pelo Departamento de Justiça dos EUA
relativa ao caso Epstein figura uma troca de emails entre o magnata — que foi
encontrado morto na prisão em agosto de 2019 — e a banqueira
suíça Ariane de Rothschild, com a qual manteve contacto estreito.
Segundo o jornal, Rothschild terá tentado convencer Epstein
a mudar-se para Portugal em novembro de 2014, citando “as praias, o sol, os fabulosos lugares históricos ou a
simpatia dos portugueses” como argumentos. A banqueira frisou
ainda que o financeiro teria a vantagem do
nosso país oferecer-lhe “10 anos de isenção de impostos” se
viesse tornar-se um residente fiscal estrangeiro.
Epstein terá considerado que “residir em Portugal é um preço demasiado alto a pagar”, não especificando ao que se estava a referir, escreve o Expresso, mas o interesse do magnata não se ficou por aí.
Em junho do ano seguinte, o milionário esteve a pesquisar
quanto ao regime de concessão de
nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas, aprovado em
2013 e que permitia a naturalização portuguesa dispensando requisitos como a
residência em Portugal e o conhecimento da língua portuguesa.
O Expresso sugere que, sendo
Epstein oriundo de uma família judia, pode ter tido interesse
neste regime, somando-se a isso uma eventual vontade de abandonar os EUA depois
de ter cumprido perto de 13 meses de prisão, entre junho de 2008 e julho de
2009, devido a uma condenação na Florida pelo crime de aliciar uma criança para
prostituição e por solicitar uma prostituta.
As ligações de Epstein ao nosso país não se ficam pela
eventual vontade de mudar-se para cá, já que o magnata pagou viagens e estadias
em hotéis de luxo a uma mulher russa e a outra francesa em Lisboa, Porto e
Açores em julho de 2018.
Além disso, o financeiro teve como mordomo na sua casa de
Paris Valdson Vieira Cotrin, brasileiro casado com a portuguesa Maria Gomes de
Melo, natural da vila de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança. Epstein
pagou aos dois várias viagens entre Paris e Nova Iorque e também ao Brasil, no
âmbito de uma relação que se estendeu durante 18 anos.
Maria Gomes da Silva, que manteve proximidade com Jeffrey
Epstein, disse ao jornal britânico Telegraph nunca ter visto “nada de
impróprio com qualquer rapariga menor em mais de 20 anos, nem em Nova Iorque,
nem na ilha, nem em Paris”.
Fonte: Observador, 12 de fevereiro de 2026
Transmontana e emigrante em França: tudo sobre a
empregada portuguesa de Jeffrey Epstein
Maria Gomes de Melo assim se chama a mulher que trabalhou no luxuoso apartamento parisiense do pedófilo norte-americano
Para além de todas as ligações ao nosso país e de vários
nomes portugueses que aparecem nos ficheiros Epstein, há um que se destaca: o
de Maria Gomes de Melo. Quem é esta mulher? Qual a sua relação com o pedófilo
norte-americano?
As perguntas são fáceis de responder. A portuguesa, nascida
em Moncorvo, Trás-os-Montes, foi funcionária de Jeffrey Epstein. Era ela, e o
marido, o brasileiro Valdson Vieira Cotrin, que por sua vez era mordomo do
milionário, se ocupavam do luxuoso apartamento que este possuía num dos bairros
mais nobres de Paris, o 16.º ‘arrondissement’.
Maria Gomes de Melo ocupava-se em manter o apartamento de
oito suites, ginásio e até uma sala de massagens sempre em perfeitas condições,
pois nunca se sabia quando é que Jeffrey Epstein e os seus amigos famosos
pudessem chegar para uma estada na capital francesa.
Segundo os ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça
norte-americano, Maria Gomes de Melo e Valdson Vieira Cotrin tinham uma relação
chegada ao patrão. Tão chegada que terão beneficiado de muitas benesses, como
viagens pelo mundo. Tudo pago por Epstein!
Mas tendo essa ligação bastante próxima ao milionário
norte-americano, o casal nega ter visto ou desconfiado de alguma coisa de
anormal: "Se algo anormal ou assustador tivesse acontecido, se alguém
tivesse gritado ou sido agredido, eu teria ligado para a polícia. Mas eu não vi
nada", estas são declarações do mordomo brasileiro ao The Telegraph.
"Quero falar, de todo o meu coração, com base na vida
que vivi com ele: ele não era o homem que dizem que ele era", garante
Valdson Vieira Cotrin para completar ainda: "Ele confiava completamente em
mim. Eu era o motorista, o cozinheiro, o empregado doméstico, eu fiz tudo em
Paris, eu era o único funcionário em tempo inteiro. Trabalhei para ele de 2001
até à sua morte. Se alguém pudesse ter visto algo, esse alguém seria o Valdson.
Ninguém mais…"
Já Maria Gomes de Melo corrobora as palavras do marido:
"Nunca vimos nada de impróprio com qualquer rapariga menor em mais de 20
anos que trabalhámos para Jeffrey Epstein”, garantiu ao The Telegraph.
Fonte: Flash!, 10 de fevereiro de 2026



Comentários
Enviar um comentário