Conseguem imaginar o Irão a passar de 'Morte à América' para 'Bendita seja a América'?: Reza Pahlavi entusiasma conservadores nos EUA
Reza
Pahlavi, filho do último Xá, defendeu nos Estados Unidos uma intensificação da
pressão sobre Teerão, apresentando a guerra como uma oportunidade para derrubar
o regime iraniano e aproximar o país de Washington
Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irão e uma das figuras mais visíveis da oposição no exílio, defendeu este sábado nos Estados
Unidos que a guerra em curso pode abrir uma oportunidade para derrubar o regime
iraniano.
A intervenção teve lugar na Conferência de Ação Política
Conservadora (CPAC), onde Pahlavi foi recebido com aplausos ao apelar a um
reforço da pressão sobre Teerão, incluindo no plano militar, e a uma mudança de
regime.
“Conseguem imaginar o Irão a passar de ‘Morte à América’
para ‘Bendita seja a América’?”, questionou, dirigindo-se à plateia.
O antigo herdeiro da monarquia iraniana traçou um cenário em
que o país deixaria de ser um adversário estratégico de Washington para passar
a um aliado, alinhando-se com o discurso de setores conservadores
norte-americanos que defendem uma estratégia mais agressiva face ao regime
iraniano.
Sem regressar ao Irão desde a revolução de 1979, que
derrubou a monarquia e instaurou a República Islâmica, Pahlavi tem procurado
afirmar-se como uma alternativa política no exterior. O seu nome ganhou
visibilidade internacional durante a recente vaga de protestos no país, uma das
mais significativas das últimas décadas.
As declarações surgem num momento em que a ofensiva
conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão completa um mês, com
sinais de alargamento do conflito a vários pontos do Médio Oriente.
Nos últimos dias, Teerão respondeu com ataques contra alvos
militares e estratégicos em países aliados de Washington, enquanto a pressão
internacional oscila entre a escalada militar e tentativas de reabrir canais
diplomáticos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou,
entretanto, o adiamento do ultimato dado ao Irão para desbloquear o estreito de
Ormuz, apontando para a possibilidade de negociações, mas mantendo a ameaça de
novos ataques caso não haja avanços.
Fonte: Expresso, 28 de março de 2026

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