Da pornografia às escolas: atuações polémicas de influencers motivam inquéritos do governo
Cerca
de oitenta escolas receberam dois influenciadores que promovem pornografia e
ideias de desprezo pelas mulheres. O ministério da Educação pediu explicações e
as escolas prometem mais vigilância e controlo de acessos
A SIC fez reportagem em duas das escolas envolvidas. Nenhuma
adotou novas medidas para controlar a entrada de terceiros na escola, mas
explicam que este foi um caso isolado.
Em altura de campanha para as associações de estudantes das escolas é comum as listas convidarem artistas para angariar votos.
O jornal Público revelou que, nos últimos dois anos,
80 escolas do país receberam dois influenciadores digitais que promovem
conteúdos de cariz sexual ou misógino.
Gonçalo Maya foi convidado por uma lista da Escola Secundária
Sebastião e Silva, em Oeiras, e foi recebido em euforia, mas pouco durou, sendo
o 'espetáculo' interrompido por uma funcionária, após o influencer tirar a
camisola e usar linguagem imprópria.
A primeira reação dos alunos não foi boa, até porque estas
listas pagam centenas de euros por 15 ou 20 minutos de atuação dos influencers.
Mas chegaram a consenso, a lista não foi a vencedora das eleições e a direção
olha para o acontecimento como um aviso.
Gonçalo Maya também publica vídeos pornográficos nas redes
sociais e é próximo de Zezinho, o influenciador convidado para a Escola Amélia
Rey Colaço, em Linda-a-Velha.
Zezinho interpreta uma vasta seleção de músicas, a maioria
funk brasileiro com linguagem sexual explicita.
A direção da escola diz que não recebeu qualquer queixa de
alunos, pais ou funcionários.
O governo já abriu dois inquéritos aos diretores citados no
artigo do jornal Público, e criou um grupo de trabalho.
À SIC, o ministério da Educação diz ter solicitado
informações às várias direções de escolas envolvidas. Depois da avaliação,
decidirá se vai ou não abrir novos inquéritos.
Fonte: SIC Notícias, 12 de março de 2026

Comentários
Enviar um comentário