EUA lançam nova operação militar, agora no Equador e com militares no terreno

O.P.J. Pacifique Sud (2019) - Yaëlle Trules

As forças armadas dos Estados Unidos começaram a conduzir operações com o Equador visando «organizações terroristas» que operam naquele país, segundo anunciou esta quarta-feira o Pentágono, marcando uma nova frente nos esforços da administração Trump para restringir o tráfico de droga.

O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) afirmou num comunicado que as ações representam «um exemplo poderoso do compromisso dos parceiros na América Latina e nas Caraíbas para combater o flagelo do narcoterrorismo» e enfatizou que ambos os países estão a tomar «medidas decisivas» contra grupos que, segundo alega, semearam a violência e a corrupção em todo o hemisfério.

O anúncio parece marcar uma expansão da Operação Southern Spear da administração Trump, que até agora matou 151 pessoas em ataques a alegadas embarcações de droga no Pacífico Oriental e nas Caraíbas.

O Pentágono não especificou em que consistiriam as novas operações ou em que grupos se centrariam. Um vídeo curto publicado nas redes sociais pelo US SOUTHCOM mostrou indivíduos a embarcar num helicóptero.

Os Lobos e os Choneros, duas das principais organizações criminosas do Equador, foram designadas organizações terroristas estrangeiras pelo Departamento de Estado dos EUA, em setembro passado.

O comandante do SOUTHCOM, general Francis L. Donovan, elogiou num comunicado as forças armadas do Equador pelo seu «empenho inabalável» e pela sua «coragem e determinação» na luta contra o tráfico de droga.

Entretanto, o ministério da Defesa do Equador afirmou nas redes sociais que uma «nova fase contra o narcoterrorismo e a mineração ilegal» tinha começado.

«As Forças Armadas equatorianas continuarão a combater firmemente o crime organizado ao lado de aliados estratégicos, pela segurança dos equatorianos e pelo futuro pacífico das nossas famílias», escreveu o ministério numa publicação na rede social X.

Os anúncios surgem um dia depois de o presidente equatoriano, Daniel Noboa, se ter reunido com Donovan e outros oficiais de defesa de ambos os países, no Palácio do governo, em Quito, para coordenar ações contra o crime organizado transnacional e fortalecer a segurança hemisférica.

De acordo com a presidência equatoriana, a reunião abordou iniciativas para reforçar os controlos, a partilha de informações e a coordenação operacional em aeroportos e portos.

A administração de Noboa tem mantido uma relação estreita com Washington focada na segurança, através de acordos de cooperação e do interesse dos EUA em estabelecer uma base militar no Equador — uma proposta que foi rejeitada num referendo em novembro passado.

Fonte: MaisFutebol, 4 de março de 2026

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