Isso é mentira. Rubio acusa Zelensky de mentir sobre garantias de segurança dos EUA
O secretário de Estado norte-americano acusou o presidente
ucraniano de mentir sobre uma alegada proposta norte-americana de garantias de
segurança em troca da cedência da região do Donbass à Rússia.
As declarações de Marco Rubio foram proferidas após a
reunião do G7, em França. “Isso é mentira. (…) É lamentável que o tenha dito,
porque sabe que não é verdade”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.
Em entrevista à agência Reuters, Volodymyr Zelensky
indicou que os Estados Unidos estão a pressionar Kiev para que as tropas
ucranianas sejam retiradas por completo da região do Donbass.
"O que lhe dissemos é óbvio: as garantias de segurança
não vão entrar em vigor antes do fim da guerra, porque, caso contrário,
estaremos a envolver-nos no conflito", afirmou Marco Rubio.
O secretário de Estado norte-americano acrescentou que as
garantias de segurança não estão condicionadas à cedência de território pelos
ucranianos. "Não sei porque é que ele está a dizer estas coisas. Não é
verdade", vincou.
No entanto, Marco Rubio admitiu que os Estados Unidos não
descartam a possibilidade de desviar a ajuda militar destinada à Ucrânia e
mobilizá-la para as necessidades norte-americanas no Médio Oriente para fazer
face ao conflito em curso com o Irão.
"Ainda nada foi desviado, mas isso poderá acontecer. Se
precisarmos de algo para os Estados Unidos e se for algo norte-americano,
daremos prioridade aos Estados Unidos", reconheceu o secretário de Estado
norte-americano.
Desde o início da guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro, o
presidente ucraniano tem demonstrado preocupação com o desvio de atenções em
relação ao conflito na Ucrânia, em curso há quatro anos.
Na quinta-feira, Volodymyr Zelensky viajou até à Arábia
Saudita para assinar um acordo de "proteção do espaço aéreo". Ao
longo das últimas semanas, o presidente ucraniano tem demonstrado abertura para
ajudar os "aliados" no Médio Oriente a defenderem-se contra os drones
iranianos a que os russos há muito recorrem para a incursão do país vizinho.
Fonte: RTP, 27 de março de 2026

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