Tecnológicas americanas alertam para avanços da China na robótica e IA e pedem medidas mais “apertadas”
Empresas
como a Boston Dynamics e a Scale AI defendem que o governo dos Estados Unidos
deve apostar numa estratégia que permita contrariar o crescente domínio das
empresas chinesas, como a Unitree ou a DeepSeek, na indústria
Tecnológicas americanas como a Boston Dynamics e a Scale AI
apelaram aos legisladores nos Estados Unidos para tomarem medidas mais
“apertadas” no que respeita às empresas chinesas na área da robótica e IA, com
foco em particular na Unitree Robotics e na DeepSeek, apontando riscos para a
segurança nacional.
Durante uma audição realizada esta semana pelo subcomité de
Cibersegurança e Proteção de Infraestruturas da Comissão de Segurança Interna
da Câmara dos Representantes, os responsáveis ouvidos alertaram que a velocidade a que a China avança nos
robots humanoides é preocupante.
Nesse sentido, as tecnológicas defendem que o governo dos
Estados Unidos deve apostar numa estratégia que permita contrariar o crescente
domínio das empresas chinesas na indústria.
Entre as medidas recomendadas
estão, por exemplo, investigar os riscos para a segurança nacional, aumentar os
controlos no que toca à exportação de chips de IA e até proibir agências
federais de comprarem determinadas tecnologias vindas da China.
Sobre a mesa podem estar também restrições semelhantes
àquelas que foram aplicadas a empresas como a Huawei ou a DJI. Ainda no ano
passado, um conjunto de legisladores americanos apelou ao Pentágono para que
adicione mais um grupo de tecnológicas chinesas à “lista negra” de entidades
que apoiam o exército chinês, incluindo a DeepSeek.
Recorde-se que a China tem vindo a apostar
significativamente no desenvolvimento de robots humanoides, com várias empresas
a apresentarem soluções nesta área. Além da Unitree, contam-se também
tecnológicas como a Agibot, iFlytek ou Ubtech.
O país tem também aumentado a adoção de robots nas suas
fábricas. Só no último ano, Pequim investiu mais de 20 mil milhões de dólares
no sector e ainda criou um fundo para apoiar as startups de IA e robótica na
ordem dos 137 mil milhões de dólares.
Apesar do peso que a robótica representa na economia do
país, no ano passado, surgiram novos alertas para o surgimento de uma “bolha”
no sector.
Na altura, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma,
a agência responsável por definir a estratégia económica da China, alertou que existiam mais de 150 empresas chinesas a produzir robots
humanoides muito semelhantes, o que pode saturar o mercado.


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