Zelensky prepara envio de militares e especialistas ucranianos para o Médio Oriente

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que Kiev está a trabalhar em conjunto com países do Médio Oriente para permitir que militares e especialistas ucranianos operem no terreno, para ajudar a lidar com os ataques de drone iranianos.

A revelação foi feita após uma reunião com os chefes das agências de segurança do país. Através de uma publicação na rede social X, Zelensky justificou a prontidão ucraniana com o volume da ofensiva recente: "Em poucos dias, o Irão lançou mais de 800 mísseis de vários tipos e mais de 1400 drones de ataque".

"Os nossos militares possuem as capacidades necessárias. Os peritos ucranianos irão operar no local e as equipas já estão a coordenar estes esforços", assegurou Zelensky.

Fonte: CNN Portugal, 4 de março de 2026

EUA pedem ajuda a Kiev para combater drones iranianos

Donald Trump segue em todas as frentes e não esquece a guerra na Ucrânia, tendo voltado a pressionar Volodymyr Zelensky para que se chegue a um acordo para o fim do conflito. Numa entrevista ao Politico, o presidente norte-americano assegurou que o homólogo russo está pronto para negociar. "Zelensky tem de se mexer e precisa de chegar um acordo", disse o presidente dos Estados Unidos

"É inimaginável que ele seja um obstáculo", acrescentou, reiterando que o líder ucraniano "não tem todas as cartas na mão".

Segundo Trump, Vladimir Putin “está pronto para fechar um acordo".

Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump tem afirmado querer ajudar nas negociações, mas apontando o dedo ao líder ucraniano como principal obstáculo a uma resolução pacífica do conflito desencadeado pela invasão russa em fevereiro de 2022.

Mas num contexto em que os Estados Unidos estão em conflito com o Irão, Zelensky afirmou que Washington pediu ajuda a Kiev para defender os aliados do Golfo contra drones iranianos.

O líder ucraniano afirmou ter dado instruções "para fornecer os meios necessários e garantir a presença de especialistas ucranianos que possam assegurar a segurança necessária".

"É claro que qualquer assistência que prestarmos só será condicionada a que não enfraqueça a nossa própria defesa na Ucrânia e que sirva como um investimento nas nossas capacidades diplomáticas: ajudamos a proteger da guerra aqueles que nos ajudam — à Ucrânia — a levar a guerra a uma conclusão digna".

Questionado sobre esta oferta ucraniana, o presidente dos EUA disse: "Aceitarei qualquer ajuda de qualquer país".

Há um motivo para a Ucrânia estar a disponibilizar ajuda: a própria experiência. O país tem conseguido abater mísseis e drones — especialmente os drones Shahed, de fabricação iraniana — há mais de quatro anos. Só no mês de janeiro, a Ucrânia enfrentou uma média de 143 drones do tipo Shahed por dia, intercetando 122 deles, segundo um estudo do Instituto para Ciência e Segurança Internacional.

Rússia e Ucrânia anunciaram na quinta-feira a troca de 200 prisioneiros de guerra de cada lado, o primeiro passo de uma operação mais ampla acordada durante negociações recentes em Genebra.

A troca de prisioneiros e corpos é o único resultado concreto de várias rodadas de negociações diretas entre Kiev e Moscou, organizadas desde 2025 sob pressão de Washington.

Uma nova reunião trilateral era esperada esta semana, mas foi suspensa por tempo indeterminado devido à guerra no Médio Oriente.

Fonte: RTP, 5 de março de 2026

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