Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA pressionado a demitir-se pelo secretário da Defesa

 

O general Randy George serviu no Iraque e no Afeganistão e assumiu o cargo máximo do Exército em 2023, ou seja, ainda durante a presidência de Joe Biden. Por norma, os mandatos nesta função têm uma duração de quatro anos

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, solicitou ao chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, que abandone o cargo e aceite a reforma imediata, disseram esta quinta-feira à agência de notícias Reuters dois oficiais de defesa norte-americanos e uma fonte familiarizada com o assunto.

Hegseth tem demitido generais e almirantes de topo, reestruturando o Departamento de Defesa para pôr em prática a agenda de segurança nacional de Donald Trump.

As fontes não revelaram o motivo por que Hegseth pediu a saída de George, uma movimentação que foi inicialmente noticiada pela CBS News.

O general Randy George, um oficial de infantaria que serviu no Iraque e no Afeganistão, foi confirmado para o cargo máximo do Exército em 2023, ou seja, ainda durante a presidência de Joe Biden.

Por norma, os mandatos nesta função têm uma duração de quatro anos. Antes de assumir este posto, George foi vice-chefe do Exército e conselheiro militar sénior do então secretário da Defesa, Lloyd Austin.

A sua saída acentua a recente instabilidade em todos os níveis de liderança do Pentágono, adianta a Reuters. Esta vaga de mudanças já incluiu a demissão do chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, do chefe das Operações Navais e do vice-chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Fonte: Expresso, 2 de abril de 2026 

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