Complexo militar está a ser construído no novo salão da Casa Branca
Revelação
foi feita, este domingo, por Donald Trump, que refere que a construção deste
complexo está a ser feita pelo exército
O presidente dos Estados Unidos da América confirmou que
está a ser construído "um complexo massivo" por baixo do novo salão
de baile da Casa Branca.
Este domingo, Donald Trump deu novos dados sobre as obras na
Casa Branca, que tiveram início em outubro, referindo que a construção conta
com a mão-de obra de militares norte-americanos.
"O exército está a construir um enorme complexo por
baixo do salão de baile, e as obras estão em curso. E estamos a ir muito bem.
Por isso, estamos adiantados em relação ao previsto", afirmou,
acrescentando ainda que a descoberta desta infraestrutura se deu, devido
"a uma ordem judicial que teve de ser apresentada".
"O salão de baile acaba por se tornar, na prática, numa
fachada para o que está a ser construído pelas forças armadas", atirou,
citado pela People.
Obras na Casa Branca
A demolição de uma parte da Ala Leste, na Casa Branca,
começou em outubro, para a construção de um salão de baile.
O presidente republicano disse, na altura, que estava a
construir um enorme salão de baile de 8400 metros quadrados porque o Salão
Leste, o maior salão da Casa Branca, com capacidade para aproximadamente 200
pessoas, era muito pequeno.
Para realizar a demolição, a Casa Branca insistiu que não
precisava da aprovação do organismo responsável por permitir a construção de
obras e grandes renovações em edifícios governamentais na área de Washington, a
Comissão Nacional de Planeamento da Capital.
Fonte: Notícias ao Minuto, 31 de março de 2026
Juiz trava construção de salão de baile de Trump na Casa
Branca
O
presidente dos EUA quer deixar obra feita na Casa Branca – um salão de baile de
grandes dimensões. Um juiz decidiu a favor da associação que denunciou Trump
Um juiz dos EUA impediu Donald Trump de avançar com a
construção de um salão de baile de 400 milhões de dólares no local da demolida
Ala Este da Casa Branca, de acordo com a Reuters. A decisão trava, por agora,
um dos esforços mais visíveis do presidente republicano para remodelar a sede
do poder americano.
O juiz distrital dos EUA Richard Leon, em Washington, deu
provimento a um pedido de providência cautelar apresentado pelo National Trust
for Historic Preservation, uma organização sem fins lucrativos que interpôs uma
ação alegando que Trump excedeu a sua autoridade ao demolir a histórica Ala
Este e iniciar a construção sem aprovação do Congresso, uma ideia várias vezes
repetida ao longo das 35 páginas da decisão, de acordo com a CNN. “O presidente
dos Estados Unidos é o guardião da Casa Branca para as futuras gerações de
Primeiras Famílias. Não é, no entanto, o seu proprietário!”, escreveu o juiz
Richard Leon.
O magistrado, nomeado pelo presidente republicano George W.
Bush, decidiu manter suspenso o projeto do salão de baile enquanto a ação
judicial prossegue, e dando oportunidade à administração Trump de recorrer.
Alertou, no entanto, que “qualquer construção acima do solo nos próximos
catorze dias que não esteja em conformidade” com a sua decisão “corre o risco
de ser desmontada, dependendo do desfecho deste caso”, cita a CNN. “(E)nquanto
e até que o Congresso aprove este projeto através de autorização legal, a
construção tem de parar!”, escreveu ainda o juiz.
Donald Trump tem defendido a remodelação do salão de baile
como um símbolo duradouro da sua passagem pela Casa Branca e tem estado
envolvido no projeto pessoalmente, das plantas à escolha do mármore, refere a
CNN. A decisão de Richard Leon representa, portanto, um revés para o
Departamento de Justiça, que se opôs à providência cautelar e tem defendido o
salão como uma alteração permitida que moderniza os terrenos da Casa Branca.
Em dezembro, o National Trust processou Trump e várias
agências federais, depois da administração ter demolido a Ala Este,
originalmente construída em 1902 e ampliada durante a presidência de Franklin
Roosevelt.
Trump prometeu construir ali o “melhor” salão de baile do
país, mas os queixosos argumentam que nem o presidente nem o National Park
Service, que gere os terrenos da Casa Branca, tinham autoridade para demolir a
estrutura histórica ou erguer uma nova instalação de grande dimensão sem
aprovação explícita do Congresso. Em fevereiro, um painel da U.S. Commission of
Fine Arts, composto exclusivamente por nomeados por Trump, votou por
unanimidade para aprovar o projeto.
Nas redes sociais, pouco depois da decisão do juiz Richard
Leon ser conhecida, classificou o grupo de preservação histórica que apresentou
a ação judicial como um “grupo de lunáticos da esquerda radical”.
Numa audiência a 17 de março, Richard Leon pressionou os
advogados do governo sobre as explicações em mudança do Departamento de Justiça
quanto à autoridade do presidente, classificando os terrenos da Casa Branca
como um “lugar especial” e um “símbolo icónico” da nação.
A administração Trump afirmou que o salão de baile
modernizaria as infraestruturas, reforçar a segurança e aliviar a pressão sobre
a residência executiva, que frequentemente recorre a estruturas temporárias ao
ar livre para acolher grandes eventos. Os responsáveis sublinham que o projeto
é financiado integralmente por doadores privados, uma informação que Trump tem
vindo a repetir.
O salão de baile prometido por Donald Trump integra um
esforço mais amplo de Trump para remodelar o núcleo monumental de Washington.
Esse plano inclui também planos para construir um arco de 250 pés e alterações
no Kennedy Center, um marco cultural e centro de artes performativas em
Washington.
De acordo com a CNN, a administração Trump comunicou de
imediato ao juiz a sua intenção de recorrer da decisão.
Questionado sobre o caso, Trump disse que está muito ocupado
e não tem tempo para o assunto, “mas isto é muito importante, porque vai ficar
connosco durante muito tempo”, disse aos jornalistas a bordo do Air Force One.
O salão de baile teria mais de oito mil metros quadrados e é
um projeto do arquiteto Shalom Baranes. Trump garante que não está dependente
de qualquer aprovação e promete que o projeto estará concluído no verão de
2028, meses antes de deixar o cargo na Casa Branca.
Fonte: ECO, 1 de abril de 2026

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