Kanye West em festival no Reino Unido? "Profundamente preocupante"
O
primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou ser "profundamente
preocupante" o facto de Kanye West ser a principal atração do Wireless
Festival, que decorrerá em Londres no mês de julho. Em causa estão comentários
antissemitas ditos pelo cantor norte-americano nos últimos anos
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse ser
"profundamente preocupante" o facto de o cantor Kanye West ser a
principal atração do Wireless Festival, que vai decorrer em Londres durante o
verão.
Kanye West, de 48 anos, recorde-se, foi anunciado como
cabeça de cartaz do festival no início desta semana.
De salientar que Kanye West, hoje em dia conhecido como Ye,
tem sido alvo de várias críticas devido a comentários antissemitas que foi
fazendo ao longo dos últimos anos. No entanto, em janeiro deste ano, o artista norte-americano pediu desculpa pelas suas afirmações.
Segundo o The Sun on Sunday, o primeiro-ministro
britânico apontou que Kanye tinha sido contratado "apesar das suas
anteriores declarações antissemitas e da sua celebração do nazismo".
"O antissemitismo sob qualquer forma é abominável e
deve ser combatido com firmeza onde quer que apareça", afirmou,
acrescentando que "todos têm responsabilidade de garantir que o Reino Unido é um lugar onde os judeus se sintam seguros".
Após as declarações de Starmer, a marca Pepsi,
que até então era a principal patrocinadora do festival, "decidiu retirar
o patrocínio".
Também o líder do Partido Liberal Democrata,
Ed Davey, referiu, na quinta-feira, que o governo deveria proibir a entrada de Kanye West no Reino Unido,
salientando que "precisamos de ser mais rigorosos com o
antissemitismo" e descrevendo a participação de West como
"extremamente séria".
Uma opinião partilhada pela líder conservadora Kemi Badenoch
em declarações à LBC.
"Estamos a assistir a um enorme aumento do antissemitismo por
todo o mundo e precisamos de fazer tudo o que pudermos para impedir o
crescimento do ódio contra o povo judeu", apontou.
Por seu turno, o líder do Reform UK, Nigel Farage, disse que
"não compraria um bilhete".
No ano passado, recorde-se, o artista norte-americano foi impedido de
entrar na Austrália após o
lançamento de uma música intitulada de "Heil Hitler", que glorificava
o líder nazi.
Posteriormente, Kanye West declarou-se nazi e até vendeu
camisolas com cruz suásticas no seu site.
Já em novembro de 2025, o cantor encontrou-se com o rabino Yoshyahu Yosef
Pinto, onde terá pedido desculpa pelos comentários
antissemitas que havia proferido. Dois meses depois, em janeiro, publicou um
artigo no Wall Street Journal onde reiterava o pedido desculpas pelos
seus comentários antissemitas.
"Não sou nazi, nem antissemita", disse,
justificando as suas declarações com o facto de ser bipolar e que, naquela
altura, tinha perdido "o contacto com a realidade".
"Lamento profundamente e estou bastante envergonhado
pelas minhas ações", sublinhou.
A conta na rede social X de Kanye West foi banida diversas vezes em 2022
depois de ter publicado diversos tweets ofensivos como, por exemplo, que iria
"atacar o povo judeu".
Nesse ano, foi também duramente criticado por ter aparecido
com uma t-shirt com a inscrição "Vidas brancas importam" na Semana de
Moda em Paris.
O Wireless Festival acontece nos dias 10, 11 e 12 de julho.
Fonte: Notícias ao Minuto, 5 de abril de 2026

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