A Odisseia: Mesmo antes da estreia, o novo filme de Christopher Nolan já é um sucesso


Com estreia marcada para 16 de julho, A Odisseia, de Christopher Nolan, já está a gerar enorme expectativa nos Estados Unidos, onde as pré-vendas esgotaram e já ultrapassaram os números alcançados por Oppenheimer

Os factos são claros: Christopher Nolan, juntamente com James Cameron, é um dos poucos realizadores capazes de atrair público apenas pelo seu nome, numa época em que as franquias e outras marcas já estabelecidas têm dominado as salas de cinema.

Um sucesso antes da estreia

Três anos após o êxito de Oppenheimer, que arrecadou quase 976 milhões de dólares em todo o mundo e conquistou sete Óscares (incluindo três atribuídos ao realizador), Nolan regressa com a adaptação da Odisseia de Homero — um projeto épico no papel, que inevitavelmente surgiu entre os filmes mais aguardados de 2026 nas previsões feitas com antecedência.

Embora os últimos anos tenham demonstrado que os resultados de bilheteira são cada vez mais difíceis de prever, A Odisseia parece encaminhar-se para corresponder ao seu estatuto e gerar centenas de milhões de dólares: a cadeia de cinemas AMC revelou que os valores das pré-vendas para sessões premium (IMAX, Dolby e outros formatos) já eram extremamente elevados, muito superiores aos de Oppenheimer, ao ponto de provocarem filas de várias horas, falhas no site, problemas de validação e revendas no eBay a preços exorbitantes.

Colocar Christopher Nolan e Céline Dion no mesmo patamar de fenómeno de pré-venda não estava certamente nos planos para 2026, mas o sucesso de A Odisseia começa já a desenhar-se com clareza. As primeiras sessões em película de 70 mm esgotaram um ano antes da estreia nos cinemas norte-americanos. Segundo os dados divulgados, terão sido vendidos mais de 150 mil bilhetes, o que representa o melhor primeiro dia de pré-vendas da AMC para um filme de estúdio desde 2022 (incluindo Oppenheimer, com cerca de 65 mil bilhetes), ficando apenas atrás dos concertos de Taylor Swift e Beyoncé.

Classificado para maiores nos Estados Unidos

A ideia de que esta adaptação do clássico de Homero — que narra a longa viagem de Ulisses (Matt Damon) de regresso à ilha de Ítaca após a Guerra de Troia — possa tornar-se o terceiro filme de Christopher Nolan a ultrapassar a barreira de mil milhões de dólares em bilheteira mundial, depois de O Cavaleiro das Trevas e da sua sequela, já não parece uma hipótese de ficção científica.

Ainda assim, será necessário esperar até meados de julho para conhecer os resultados concretos.

A classificação etária na América do Norte provavelmente não será um obstáculo ao seu desempenho comercial, uma vez que será a mesma de Oppenheimer: classificação R. Isto significa que a entrada é limitada a maiores de 17 anos, salvo quando acompanhados por um adulto.

A razão específica para esta classificação não foi divulgada (podem esperar-se algumas cenas de violência, sobretudo tendo em conta o material original), mas trata-se de uma restrição que os estúdios procuram evitar ao máximo, para não prejudicar a rentabilidade do filme — especialmente quando está em causa uma produção com um orçamento estimado de 250 milhões de dólares, como A Odisseia.

Fonte: Adoro Cinema, 23 de junho de 2026

Atrizes que interpretaram Helena de Troia  

María Corda (The Private Life of Helen of Troy, 1927)

Rossana Podestà (Helen of Troy, 1956)

Edy Vessel (The Trojan Horse, 1961)

Irene Papas (The Trojan Women, 1971)

Sienna Guillory (Helen of Troy, 2003)

Diane Kruger (Troy, 2004)

Bella Dayne (Troy: Fall of a City, 2018)

Lupita Nyong’o (The Odyssey, 2026)

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