«Bem-vindos aos EUA»: a manchete arrasadora do 'L'Équipe' com Infantino a fazer de fantoche de Trump

Episódio polémico que envolveu o árbitro somali impedido de entrar no país em destaque no jornal francês

O incidente com o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos EUA e afastado do Mundial'2026, continua a fazer correr muita tinta pela imprensa internacional. Além disso, a informação de que o juiz foi sujeito a um interrogatório intensivo de 11 horas pelos serviços de imigração americanos ainda fez escalar mais a onda de indignação junto da opinião pública. Neste sentido, a manchete do 'L'Équipe' desta quarta-feira aponta precisamente o dedo ao que se sucedeu e não deixa ninguém indiferente.

Na capa do jornal francês surge a imagem do árbitro somali e, ao centro, Donald Trump com o troféu do Mundial numa mão... e um fantoche inspirado em Gianni Infantino, presidente da FIFA noutra. Em baixo, pode ler-se: "A poucas horas do pontapé de saída, a política migratória americana alcança o Campeonato do Mundo e põe em causa a promessa de universalidade da FIFA. Primeiro símbolo: a proibição de entrada no território do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan".

Recorde-se que o próprio governo da Somália condenou o sucedido e já exigiu explicações à FIFA, classificando a situação de lamentável.

Record, 10 de junho de 2026

Infantino sobre árbitro somali barrado nos EUA: «Não somos os reis do mundo...»

Presidente da FIFA lamentou o facto de Omar Artan não estar no Mundial 2026

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, demarcou-se de qualquer responsabilidade no caso de Omar Abdulkadir Artan, o árbitro somali a quem foi recusada a entrada nos Estados Unidos. O dirigente considerou a situação «lamentável», mas sublinhou que o organismo que lidera «não controla tudo».

As declarações foram proferidas esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa na Cidade do México, na véspera do arranque do Campeonato do Mundo. «É lamentável o que aconteceu ao Omar. Mas, mais uma vez, não controlamos tudo. Tentamos, discutimos, vemos o que acontece. Talvez seja bom simplesmente acalmar-se, relaxar. Tentamos resolver tudo. Às vezes, gritar e berrar tem o efeito contrário. Não acredites em mim se não quiseres, mas tentamos sempre encontrar soluções. Não somos os reis do mundo», afirmou Infantino, ao ser questionado sobre o incidente.

Artan, eleito o melhor árbitro pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, estava nomeado para arbitrar no Mundial. No entanto, no passado sábado, foi barrado pela polícia de fronteiras no Aeroporto Internacional de Miami, após um interrogatório que durou onze horas.

Contactada pelo The Athletic, a administração Trump justificou a decisão, alegando a existência de ligações entre o árbitro e «presumíveis membros de organizações terroristas». Contudo, não foram fornecidos pormenores sobre a natureza dessas ligações nem sobre a identidade da organização terrorista em causa.

Fonte: A Bola, 10 de junho de 2026 

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