Condenado por invasão ao Capitólio nomeado para o Pentágono
Um jovem condenado no ataque de 6 de janeiro de 2021 ao
Capitólio foi nomeado pela administração Trump para um cargo no escritório de Operações Especiais e Conflitos de
Baixa Intensidade do Departamento de Defesa dos EUA, no Pentágono,
avança o The Washington Post. Trata-se de Elias Irizarry, que na altura
da invasão tinha 19 anos, foi condenado a 14 dias de prisão e posteriormente afirmou ter-se arrependido da participação no assalto.
De acordo com as quatro fontes ouvidas pelo jornal
norte-americano, a contratação gerou “alarme interno entre os funcionários”, já
que o jovem foi designado para a equipa de
guerra irregular e contraterrorismo, composta por 40 pessoas, e que
administra operações militares altamente sigilosas, como a segurança de
embaixadas ou a recuperação de pessoal e resgate de reféns.
“No caso de missões de resgate/recuperação, são situações
que podem colocar os nossos operadores especiais em alguns dos ambientes mais
complexos e perigosos”, disse uma das fontes. “Colocar alguém tão júnior e novo
no Departamento de Defesa, e com um histórico tão questionável, num portfólio
tão sensível levanta sérias questões para a liderança”.
O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez,
afirmou através de comunicado que Irizarry é “um
jovem profissional qualificado e patriota”
e que têm “orgulho em tê-lo como nomeado político” no Departamento de
Defesa.
Irizarry estudava numa faculdade militar na Carolina do Sul
quando a 6 de janeiro de 2021 viajou para Washington com dois amigos. Entrou no
Capitólio por uma janela partida, a segurar uma barra de metal, diz o processo,
contudo, os procuradores afirmam que “nunca agrediu ninguém”. O homem
declarou-se culpado de uma contravenção por entrar e permanecer num prédio ou
terreno com acesso restrito, e foi condenado a 14 dias de prisão. Em tribunal
em 2023, pediu desculpas às viúvas dos agentes que morreram no ataque. “Tenho vergonha porque sempre farei parte dessa desgraça”,
disse Irizarry, quando a sua sentença foi lida. “O dia 6 de janeiro representou
algo verdadeiramente horrível; foi o maior ataque à nossa democracia desde a
Guerra Civil.”
Fonte: Observador, 2 de junho de 2026

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