Cristãos da Terra Santa denunciam aumento de violência e pressão na região
Deuteronómio 31:3
O SENHOR, teu Deus, passará adiante de ti; ele destruirá estas nações diante de ti, para que as possuas; Josué passará adiante de ti, como o SENHOR tem dito.
Representantes de diferentes comunidades cristãs da Terra
Santa denunciaram hoje um aumento do assédio, da violência e da pressão sobre
cristãos em Israel, Jerusalém Este e Cisjordânia ocupada, situação que,
alertaram, está a impulsionar a emigração de famílias.
"Sentimo-nos órfãos", resumiu o coordenador do
Fórum de Cristãos da Terra Santa, Wadie Abunasar, durante uma sessão
informativa realizada em Jerusalém Este.
O politólogo palestiniano de nacionalidade israelita
denunciou que os cristãos em Israel enfrentam desafios multidimensionais, que
incluem uma resposta policial insuficiente perante agressões e crimes de ódio,
a falta de atenção da liderança política israelita e o esquecimento da
comunidade internacional.
Abunasar alertou ainda que um
número crescente de famílias cristãs está a abandonar o país devido à
deterioração das condições de vida e ao aumento do assédio.
Na mesma linha, a diretora do Centro Inter-religioso Rossing
para a Educação e o Diálogo (JCJCR), Hana Bendcowski, apresentou um relatório
que documenta 155 incidentes contra cristãos em território israelita em 2025,
entre estes "61 agressões físicas, 52 ataques contra propriedades
eclesiásticas, 28 casos de assédio e 14 atos de vandalismo de sinais" com
conteúdo cristão.
Segundo o relatório, os ataques afetam especialmente os
membros do clero, que denunciam cuspidelas, insultos e assédio quotidiano, o
que gera entre os cristãos a perceção de serem cidadãos cada vez menos aceites
e põe em questão a viabilidade futura das suas comunidades.

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