Desmantelada criação ilegal com mais de 100 mil baratas na Austrália
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As
autoridades ambientais da Austrália anunciaram esta sexta-feira o
desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais
de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros
O Departamento do Ambiente da Austrália disse que os insetos
foram descobertos na maior apreensão de invertebrados exóticos alguma vez
realizada no país, na propriedade de um criador em Bathurst, a oeste de Sydney,
capital da Nova Gales do Sul.
Aí, foram encontradas baratas
de Madagáscar, também conhecidas como baratas sibilantes, pelo seu mecanismo de
defesa ruidoso, bem como baratas Dubia, criadas para serem consumidas por
lagartos de estimação.
A barata de Madagáscar é uma das maiores baratas do mundo, com 5 a 7,5 centímetros de comprimento. As fotos mostram uma das baratas apreendidas, quase suficientemente grande para cobrir completamente a palma da mão de um adulto.
Uma caçadora de cobras de Bathurst, Stefanie Lesser, disse à
emissora pública ABC que as espécies exóticas de maior porte estavam
provavelmente a ser vendidas como alimento económico para os répteis, pois o
seu grande tamanho significava que eram necessários menos insetos.
"Levamos muito a sério a nossa missão de proteger a
biodiversidade única da Austrália, bem como as violações da legislação
ambiental nacional", disse um porta-voz do Departamento do Ambiente.
"Detetámos uma criação e comércio ilegal de baratas exóticas e estamos a
colocar todas as lojas de animais e donos de animais de estimação em
alerta", acrescentou.
O departamento estimou o valor dos insetos em cerca de 200
mil dólares australianos (mais de 122 mil euros).
Tanto a importação da barata de Madagáscar como a da barata
Dubia é ilegal na Austrália. Não podem ser legalmente mantidas, criadas ou
vendidas, independentemente da forma como foram obtidas.
A Austrália tem controlos de biossegurança rigorosos nas
fronteiras para proteger os setores da agricultura e horticultura e a vida
selvagem nativa de infestações de pragas.
Fonte: SIC Notícias, 5 de junho de 2026


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