EUA: Infantino defende preços do Mundial e pede calma sobre árbitro impedido de entrar
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu esta
quarta-feira os preços dos bilhetes para o Mundial, afirmando que "se estamos a fazer algo de errado, então toda a América
do Norte está a fazer algo de errado".
A FIFA fixou o preço dos bilhetes a partir de 140
dólares (121 euros) para o
torneio com 48 seleções e 104 jogos, que arranca na quinta-feira, tendo
colocado os lugares
normais à venda por até 8680 dólares (7518 euros) para a final, que terá lugar
em 19 de julho, em Nova Jérsia.
Posteriormente, a FIFA aumentou os preços da final para
10 990 dólares (9 518 euros) e, mais tarde, para 32 970 dólares (28 556 euros).
Após as críticas dos adeptos, a FIFA disponibilizou um lote
reduzido de bilhetes a 60 dólares (51 euros) às federações nacionais para os
seus adeptos habituais. Na quarta-feira, Infantino afirmou que foram oferecidos
130 mil bilhetes a este preço, num total de 6 a 7 milhões.
O presidente da FIFA afirmou ainda que o preço médio do
bilhete para o torneio é inferior a 500 dólares (433 euros) e comparável ao de
outros desportos norte-americanos durante os play-offs. No entanto, esta
afirmação não parece corresponder aos preços de tabela, mas sim aos de revenda.
Disse não estar preocupado com as investigações dos
procuradores-gerais da Califórnia, Nova Jérsia, Nova Iorque e Texas.
"Estamos muito tranquilos em relação a isso porque,
antes de começar a vender 6,5 milhões ou 7 milhões de bilhetes, verificamos o que fazemos com os melhores advogados",
disse. "Saudamos todas as investigações."
As finais da NBA registaram preços mínimos de entrada muito
diferentes, desde cerca de 500 dólares para os dois primeiros jogos em San
Antonio até perto de 10 000 dólares (8 661 euros) para o terceiro jogo em Nova
Iorque. O quarto jogo em Nova Iorque foi bastante mais barato, descendo para
cerca de 4 000 dólares (3 464 euros) na quarta-feira.
A final da Taça Stanley deste ano, entre equipas de Las
Vegas e Raleigh, na Carolina do Norte, teve um preço mínimo de entrada de, pelo
menos, 600 dólares (519 euros) para cada um dos primeiros quatro jogos da série
à melhor de sete.
Estados Unidos barram árbitro somali e FIFA não
consegue garantir entrada
Infantino
considerou "infeliz" o facto de o árbitro somali Omar Artan
ter sido impedido de entrar nos EUA e disse que as pessoas "devem
acalmar-se".
Sublinhou que a FIFA não pode dizer aos governos quem deixar
entrar nos seus países, embora esteja a trabalhar "nos bastidores".
"Tentamos sempre tornar a situação o mais positiva
possível e encontrar soluções", afirmou. "Às vezes conseguimos,
outras não."
"Não vivemos na lua, vivemos no planeta Terra",
disse.
Artan insistiu que tinha o visto correto para entrar nos
EUA, mas acabou por ser mandado de volta no Aeroporto Internacional de Miami,
tendo sido colocado num voo de regresso à Turquia.
Segundo um responsável do Departamento de Estado
norte-americano, o árbitro estava "associado a suspeitos membros de
organizações terroristas", o que o tornava "inelegível para entrar
nos Estados Unidos".
Milhares de pessoas saíram à rua para receber Artan à
chegada a Mogadíscio, a capital da Somália, na quarta-feira.
"Estarei no próximo Mundial e continuarei a enaltecer a
Somália... Apesar do que me aconteceu, não estou desencorajado", declarou
aos jornalistas.
Artan, eleito árbitro masculino do ano de 2025 pela
Confederação Africana de Futebol, teria sido o primeiro somali a arbitrar num
Mundial.
Entretanto, aumentavam os receios de que o jogo inaugural na
Cidade do México pudesse ser perturbado por agitação social.
Na terça-feira, manifestantes bloquearam uma avenida de
acesso ao Estádio Azteca, mas cordões policiais impediram que os protestos
chegassem ao recinto.
Milhares de pessoas participaram na manifestação, após uma
semana de ações que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, qualificou como
uma "provocação".
Sheinbaum garantiu que o jogo de abertura está assegurado,
mas voltou a descartar a possibilidade de usar a polícia para reprimir os
protestos.
O presidente dos EUA, Donald
Trump, que estreitou laços com Infantino, anunciou planos para assistir ao
Mundial, sem especificar a que jogos.
"Falei com o Gianni esta
manhã... Disse que nunca
houve nada sequer próximo do sucesso deste torneio",
afirmou Trump.
Messi brilha no regresso
Em campo, a estrela argentina Lionel Messi marcou poucos
instantes depois de sair do banco, na terça-feira, dissipando dúvidas sobre a
sua condição física e ajudando os campeões em título a vencer o último jogo de
preparação.
Com 38 anos, Messi ainda não tinha jogado pela Argentina na
preparação para a defesa do título, depois de ter sofrido uma lesão numa coxa
ao serviço do Inter Miami no final de maio.
Entrou como suplente a 20 minutos do fim, sob uma enorme
ovação dos 88 000 espectadores que esgotaram o estádio, frente à Islândia, em
Auburn, no Alabama, e um passe em rutura deixou Lautaro Martínez na cara do
golo, acabando o avançado derrubado na área.
Messi, que conduziu a Argentina ao terceiro título mundial
no Qatar há quatro anos e se prepara para disputar o seu sexto Mundial,
converteu com força a grande penalidade e ajudou os campeões em título a selar
um triunfo por 3-0.
O primeiro jogo da Argentina está marcado para 16 de junho,
frente à Argélia, em Kansas City.
A par de Espanha, França e Inglaterra, a Argentina é
apontada como uma das principais favoritas ao título.
Fonte: Euronews, 11 de junho de 2026

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