Grupo neonazi equacionou atentado com granada contra primeiro-ministro
O Ministério Público acusou, esta quinta-feira, elementos do
Movimento Armilar Lusitano de criarem um grupo terrorista neonazi, no qual
equacionaram um atentado ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, no início de
2025. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã.
O despacho da acusação, segundo o mesmo jornal, refere que
um dos elementos do grupo, Bruno Gonçalves, ex-agente da PSP atualmente em
prisão preventiva, conseguiu obter a morada de Luís Montenegro "com o
número de porta e andar", através do
sistema da Polícia Municipal de Lisboa e
partilhou essa informação com outros membros do grupo de extrema-direita.
De acordo com o Expresso, o documento ao qual Bruno
Gonçalves teve acesso indicava igualmente que o prédio do primeiro-ministro era
vigiado de forma permanente pela PSP, tendo até a identificação de um dos
agentes responsáveis.
"Consegui a morada de um certo atual primeiro-ministro,
aquele conhecido pelo Monstro Negro",
terá escrito no grupo. Depois de terem colocado de parte a hipótese de
sequestro do primeiro-ministro, os membros do grupo consideraram que deveriam "cogitar dispararem uma granada de 37mm através de
uma janela para o interior da casa de Luís Montenegro".
"Sequestro é para
esquecer, mas uma granada de 37mm disparada por uma janela adentro não está
fora da ementa", chegou mesmo a defender Bruno Gonçalves.
Além de Luís Montenegro, os membros do Movimento Armilar
Lusitano "catalogaram e/ou recolheram informações", diz a acusação,
citada pelo CM, de outras pessoas que eram vistas como "ameaças ou
alvos". A lista incluía nomes como Marcelo Rebelo de Sousa, Aníbal Cavaco
Silva, António Costa, Marques Mendes, Francisco Pinto Balsemão, Carlos Moedas,
Rui Tavares, Ricardo Sá Fernandes, Mariana Mortágua, Miguel Sousa Tavares,
entre outros.
De acordo com o Observador, que também teve acesso à
acusação, o Ministério Público pediu a aplicação de medidas de coação, como a
aplicação do termo de identidade e residência, a proibição de se ausentarem
para fora do país ou de contactarem testemunhas, alegando que há "perigo
de fuga acentuado como forma de se eximirem ao julgamento".
O Movimento Armilar Lusitano foi desmantelado pela Unidade
Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, em junho do ano
passado, com a detenção dos seus principais líderes, entre os quais um agente
da PSP a prestar serviço na Polícia Municipal de Lisboa.
Fonte: Euronews, 18 de junho de 2026
Marcelo, Costa e até Nuno Markl: a lista quase
interminável de alvos do grupo de extrema-direita MAL
Nove pessoas foram acusadas de vários crimes relacionados
com a ideologia neonazi. O Ministério Público descobriu que os arguidos
pertenciam ao Movimento Armilar Lusitano (MAL), que tinha em mente várias ações
agressivas contra alvos políticos, partidos, jornalistas e académicos, entre
outras personalidades e organizações da sociedade portuguesa.
Como a CNN Portugal escreveu, um dos planos em cima
da mesa visava especificamente um ataque à casa do primeiro-ministro, Luís
Montenegro, mas a lista quase interminável de alvos tinha muitas mais figuras.
Desde Marcelo Rebelo de Sousa a Miguel Sousa Tavares,
passando por organizações conotadas com a esquerda, esta é a lista de alvos que
o Ministério Público encontrou.
Personalidades:
Marcelo Rebelo de Sousa
António Costa
Luís Montenegro
Cavaco Silva
Marques Mendes
Francisco Pinto Balsemão
Carlos Moedas
Rui Tavares
Carlos Abreu Amorim
Ricardo Sá Fernandes
Filipe Froes
Helena Ferro Gouveia
Mariana Carneiro
Pedro Loureiro dos Santos Rita
Rui Jorge da Silva Duarte
José Hermínio Rainha
Ricardo Malcata Alves
Ricardo Vieira de Campos D'Abreu Noronha
João Duarte Neves Sobral
Amanda Lima
Marina Cabloco
Albano Lemos Pires
Bebiana Cunha
Clara Silva (Clara Não)
Mariana Mortágua
Joana Mortágua
André Carrilho
João Paulo Cotrim
Cristina Sampaio
João Fazenda
Fonte: CNN Portugal, 18 de junho de 2026

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