MNE israelita corta relações com Kaja Kallas. Acusa-a de "agir de forma obsessiva e com flagrante injustiça em relação a Israel"
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Segundo
o ministro Gideon Sa’ar, a chefe da diplomacia europeia terá alegadamente comparado Israel à África do Sul durante o período do
Apartheid. Uma "calúnia de sangue", classificou. Kallas
respondeu ao afirmar que valoriza o "diálogo" entre UE e o Estado
israelita
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita anunciou esta
quinta-feira, 18 de junho, o corte de relações com a chefe da diplomacia da
União Europeia (UE). Em resposta a esta decisão, Kaja Kallas afirmou que
valoriza o "diálogo" que existe entre UE e Israel.
Gideon Sa’ar afirmou que Kaja Kallas, a Alta Representante
da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, "tem agido, desde há algum tempo, de forma obsessiva e com
flagrante injustiça em relação ao Estado de Israel".
De acordo com a mensagem do ministro israelita, publicada
nas redes sociais, Kallas terá alegadamente comparado Israel à África do Sul
durante o período do Apartheid. Uma "calúnia
de sangue", caracterizou Gideon Sa’ar, referindo que, até ao
momento, a chefe da diplomacia europeia não emitiu "qualquer negação,
esclarecimento ou resposta relativamente a esta declaração grave".
"Recentemente, foi publicado que, durante a sua visita
ao México, ela comparou Israel ao regime racista do apartheid que existiu na
África do Sul", acusou o ministro israelita, que agradeceu "aos muitos representantes eleitos
europeus que condenaram esta
grave declaração".
"Como ministro dos Negócios Estrangeiros do Estado de Israel, não tenho outra escolha senão cortar todo o contacto com a sra. Kallas até que ela se retrate da calúnia de sangue que dirigiu ao único Estado judaico do mundo, que é também a única democracia no Médio Oriente. E é isso que estou a fazer", anunciou Gideon Sa’ar.
Também nas redes sociais, a alta representante europeia
respondeu a Gideon Sa’ar, ao afirmar que valoriza o “diálogo e o envolvimento”
entre a União Europeia e Israel, sem, no entanto, fazer referências à acusação
do ministro sobre notícias de que teria comparado Israel à África do Sul do
tempo do regime de apartheid.
Dirigindo-se ao ministro israelita, Kaja Kallas começou por
afirmar na mensagem que "a UE e Israel têm
muitos laços" que os unem. "Valorizo o nosso diálogo e
empenho e estou aberta a continuar nesse espírito, com de forma respeitosa e
construtiva", realçou. "O diálogo é a base da diplomacia,
especialmente quando surgem divergências. A UE
está sempre empenhada numa relação construtiva com Israel",
assegurou.
"Para trazer a paz ao Médio Oriente, a solução de dois Estados continua a ser o único caminho viável. A UE condenou os colonatos israelitas ilegais na Cisjordânia, que tornam cada vez mais difícil alcançar esse objetivo. Essa é a posição da UE", afirmou a chefe da diplomacia europeia.
Fonte: Diário de Notícias, 18 de junho de 2026



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