"Olá, eu sou o chefe": foi assim a entrada de Trump na reunião do G7

 

"Hello, I'm the boss", anunciou o presidente norte-americano Donald Trump à chegada à reunião do G7, esta manhã, de acordo com um vídeo republicado pela Casa Branca nas redes sociais.

Fonte: CNN Portugal, 17 de junho de 2026

"Serão tomadas novas medidas para pressionar a Rússia": Zelensky congratula-se com resultado da reunião do G7

"A Cimeira do G7 em França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante foi que concordámos com o reforço adicional da defesa aérea ucraniana", congratulou-se o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acrescentando: "Serão tomadas novas medidas para pressionar a Rússia em relação à guerra – pressão em prol da paz. Os nossos parceiros garantirão o apoio à nossa defesa e resiliência energética."

Fonte: CNN Portugal, 17 de junho de 2026

Bastaram 20 minutos com Zelensky para Trump mudar de posição e deixar de ver a Ucrânia como "perdedora"

A mudança de postura do presidente norte-americano sobre a guerra foi ainda notada por outros líderes mundiais, que apontaram uma visão mais realista do que está a acontecer no terreno

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá alterado a sua visão sobre a guerra na Ucrânia, passando a adotar uma posição mais alinhada com os restantes líderes do G7.

A mudança de perspetiva terá sido influenciada por informações apresentadas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e pelos aliados, durante contactos em Évian, em França, onde decorre a cimeira dos sete, segundo o Le Monde.

Durante o encontro em Évian-les-Bains, Emmanuel Macron convidou Zelensky para um encontro com Trump. Os dois líderes estiveram reunidos durante cerca de 20 minutos à margem de uma reunião dedicada à Ucrânia, onde o presidente ucraniano apresentou várias imagens da guerra com a Rússia.

Segundo declarações de Zelensky, as imagens mostradas terão tido impacto no presidente norte-americano, contribuindo para uma mudança na sua perceção do conflito. De acordo com um diplomata citado pelo diário francês, Trump terá deixado de ver a Ucrânia como “perdedora” e passou a encará-la de forma diferente no contexto da guerra.

"Mostrei algumas fotografias dos ataques e dos incêndios, bem como a forma como os nossos homens extinguiram heroicamente o fogo", explicou à imprensa o presidente ucraniano, referindo-se à Catedral da Dormição, em Kiev.

A mudança de postura foi ainda notada por outros líderes mundiais. Esta quarta-feira, Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, admitiu que os Estados Unidos e o presidente norte-americano, Donald Trump, alteraram a sua visão sobre a guerra na Ucrânia e passaram a adotar uma abordagem que os restantes líderes do G7 consideram mais próxima da realidade do conflito.

Por sua vez, Donald Trump afirmou que “a Rússia deveria chegar a um acordo”, lamentando as “35 mil” mortes russas registadas em maio. “Eles perdem tantos soldados. Desde a Segunda Guerra Mundial que não se via nada assim”, sublinhou.

Na noite de terça-feira, os Estados Unidos apoiaram a declaração dos líderes do G7, que prevê o aumento do fornecimento a Kiev de capacidades de defesa aérea, sistemas e intercetores adicionais, bem como meios de longo alcance.

O presidente norte-americano comprometeu-se ainda a restabelecer as sanções sobre o petróleo russo, que tinham sido interrompidas durante a guerra no Irão para aliviar os preços do crude. Trump reiterou que essa medida será possível “porque o petróleo está a fluir em abundância”.

Fonte: CNN Portugal, 17 de junho de 2026

Trump classifica a ida à conferência do G7 como "um grande sucesso"

O presidente norte-americano, Donald Trump, publicou uma mensagem no Truth Social, classificando a sua ida à cimeira do G7 como um "grande sucesso".

"A viagem foi um grande sucesso, mas o que mais as pessoas queriam comentar era o facto de o Irão já não ter armas nucleares e que o Estreito de Ormuz será imediatamente aberto!", escreveu.

Trump mencionou ainda a economia norte-americana, afirmando que o mercado bolsista subiu e os preços do petróleo caíram "por causa do acordo".

Acrescentou que vai realizar uma conferência de imprensa dentro de 45 minutos e depois irá a Versalhes para jantar com líderes franceses e de outros países europeus, antes de regressar aos EUA.

Fonte: CNN Portugal, 17 de junho de 2026

G7 saúda acordo entre Irão e EUA e vê "oportunidade histórica" para travar ambições nucleares de Teerão

Os líderes do G7 saudaram o acordo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos, considerando que representa uma “oportunidade histórica” para impedir que Teerão adquira qualquer arma nuclear. Na declaração conjunta, citada pela Aljazeera, os dirigentes das principais economias democráticas afirmaram também que o entendimento poderá contribuir para abordar as atividades regionais e balísticas iranianas.

No mesmo documento, o grupo reiterou que o direito de trânsito sem restrições ou taxas continua a ser um princípio fundamental do comércio internacional. Os líderes destacaram ainda que França e Reino Unido poderão desempenhar um papel relevante na facilitação da retoma do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas estratégicas mais importantes para o comércio mundial.

O G7 comprometeu-se igualmente a acelerar a diversificação das rotas de abastecimento energético, com o objetivo de reduzir a dependência global desta passagem marítima e diminuir a vulnerabilidade a eventuais perturbações na região.

A situação no Líbano também foi abordada pelos líderes, que manifestaram apoio aos esforços do governo libanês para proceder ao desarmamento do Hezbollah, numa altura em que continuam as preocupações relacionadas com a estabilidade regional.

Relativamente ao conflito no Médio Oriente, o grupo prometeu intensificar os esforços humanitários e de reconstrução na Faixa de Gaza. Os líderes apelaram ainda ao fim da violência na Cisjordânia ocupada, defendendo medidas que contribuam para reduzir a tensão no terreno.

Fonte: CNN Portugal, 17 de junho de 2026

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