Pacote salarial de Gianni Infantino na FIFA revelado durante a sua presença no Mundial

 

Angel Crowden - criadora de conteúdo e influenciadora digital australiana

O pacote remuneratório do presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem sido recentemente alvo de escrutínio, depois de terem sido revelados detalhes que mostram um aumento significativo do seu bónus anual, numa altura em que mantém uma presença regular no atual Campeonato do Mundo na América do Norte. Os adeptos levantaram questões sobre os rendimentos do dirigente do futebol mundial enquanto este supervisiona o torneio global.

Segundo o SPORTbible, o pacote remuneratório total de Infantino, divulgado pela FIFA, ascende a 6 milhões de dólares. Embora o seu salário base tenha permanecido inalterado, o seu bónus registou um aumento considerável.

Detalhes da remuneração de Infantino

A discriminação da remuneração de Infantino evidencia um aumento significativo nos pagamentos de incentivo:

O seu salário base manteve-se nos 3,3 milhões de dólares.

O seu bónus anual aumentou em 695 mil dólares em 2025, representando um crescimento de 33%.

Este aumento elevou o valor total do seu bónus para 2,78 milhões de dólares.

Tanto em 2023 como em 2024, Infantino recebeu um bónus de aproximadamente 2 milhões de dólares.

Não é claro se Infantino recebe pagamentos adicionais relacionados com a manutenção das suas residências na Suíça e na Flórida.

Uma carreira marcada pela expansão e pelas reeleições

Infantino, de 56 anos, assumiu pela primeira vez a presidência da FIFA em 2016, depois de uma longa carreira no organismo regulador do futebol europeu, a UEFA. Entrou na UEFA em 2000, subindo na hierarquia até se tornar diretor dos Assuntos Jurídicos e da Divisão de Licenciamento de Clubes em 2004, vice-secretário-geral em 2007 e, finalmente, secretário-geral da UEFA em 2009.

Durante o seu mandato na UEFA, Infantino desempenhou um papel fundamental na expansão do Campeonato da Europa para 24 seleções e contribuiu para a criação da Liga das Nações da UEFA. Como presidente da FIFA, supervisionou três Campeonatos do Mundo — Rússia 2018, Catar 2022 e o atual torneio de 2026, realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Também lhe é atribuída a decisão de aumentar o Mundial para 48 seleções, uma medida que gerou tanto elogios como críticas.

Infantino foi reeleito sem oposição em junho de 2019 e em março de 2023, sendo esperado que volte a candidatar-se à reeleição em 2027. Os estatutos da FIFA limitam os presidentes a três mandatos, mas as suas fortes relações com muitas federações de menor dimensão — sobretudo tendo em conta que metade das 211 associações com direito de voto na FIFA estão localizadas na Ásia e em África — poderão ser decisivas em futuras candidaturas. Infantino tem sido elogiado por ter melhorado a situação financeira de várias destas organizações futebolísticas de menor dimensão, um fator que poderá reforçar o seu apoio.

Apesar das suas conquistas, Infantino tem sido alvo de críticas generalizadas por parte dos adeptos relativamente a algumas das suas decisões e às suas relações próximas com líderes mundiais, incluindo Vladimir Putin e Donald Trump.

Fonte: Lente Desportiva, 26 de junho de 2026

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