Perdoados mais três anos de cadeia a homem que matou e esquartejou o namorado em Lisboa
Supremo
Tribunal de Justiça justifica com "critério jurisprudencial" para
penas de homicídio qualificado
O Tribunal de Lisboa condenou-o à pena máxima: 25 anos de
prisão. A Relação reduziu para 23 anos. E o Supremo (STJ) perdoo-lhe agora mais
três anos. Noel Rojas, o homem que, em março do ano passado, assassinou à
facada e esquartejou - cortou-o ao meio e desmembrou - o corpo do namorado,
Paulo Machado, espalhando por sacos em caixotes
do lixo no bairro da Lapa, vai afinal cumprir 20 anos de prisão. O
crime foi detetado por um cantoneiro da Câmara de Lisboa, que abriu um dos
sacos e viu a parte inferior do cadáver: a única que foi encontrada. Os juízes
conselheiros do STJ assinalam a "personalidade fria, calculista",
referem que o homicídio não "exorbita" os cometidos em "contexto de coabitação e relacionamento afetivo"
- três golpes com faca de cozinha no decorrer de discussão e confrontos entre a
vítima e arguido - e "apenas a conduta posterior à consumação do crime
extravasa o comportamento mais comum": nomeadamente os factos praticados
para ocultar o crime, dissimular e desfazer-se do cadáver. Justificam a redução
da pena por ser seu "critério jurisprudencial" as penas de homicídio
qualificado não passarem os 20 anos.
Fonte: Correio da Manhã, 4 de junho de 2206
Num mundo cheio de ódio é preciso dar uma oportunidade ao amor entre os homens.

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