Polémica no Mundial. FIFA explica lugares vazios, mas algo não bate certo

República Checa-Coreia do Sul, da jornada inaugural do Mundial2026, teve uma lotação oficial de 44 985 adeptos, mas imagens mostram várias cadeiras vazias. FIFA já veio a público explica-se, mas adeptos não acreditam

A Coreia do Sul levou, na passada sexta-feira, de vencida a República Checa, por 2-1, naquele que foi o segundo jogo da fase de grupos do Campeonato do Mundo. No entanto, mais do que os golos Ladislav Krejci, Hwang In-beom e Oh Hyun-gyu, está a dar que falar a real lotação do Estádio Akron, em Zapopan, em Guadalajara.

A FIFA anunciou uma lotação oficial de 44 985 adeptos, num recinto que conta com espaço para 45 664. Feitas as contas, só 679 lugares deveriam estar vazios, mas, ao longo de toda a transmissão televisiva, foi visível, por mais de uma vez, as autênticas 'clareiras' que se instalavam nas bancadas, levantando questões sobre a verdadeira assistência deste encontro.

O organismo que rege o futebol internacional tem jurado, a pés juntos, ao longo dos últimos meses, que os bilhetes para a esmagadora maioria das partidas estavam esgotados, fazendo 'disparar' o preço dos mesmos, no mercado da revenda, pelo que foi com natural surpresa que este cenário foi recebido.

A polémica atingiu tamanha dimensão que a direção liderada por Gianni Infantino não teve alternativa a não ser emitir, através das plataformas oficiais, um curto comunicado, no qual apresentou uma potencial justificação para o facto de as duas versões do mesmo acontecimento não baterem certo.

"Os números da lotação oficial refletem o número de bilhetes digitalizados e os espectadores presentes dentro da planta do estádio, ao invés de avaliações visuais da ocupação dos lugares em qualquer e determinado momento do jogo. A FIFA trabalha de perto com as autoridades dos estádios e as equipas de bilhética para garantir que todos os números publicados têm como base dados operacionais verificados", pode ler-se.

"Por favor, notem que, durante o jogo da última noite, em Guadalajara, vários adeptos com bilhetes puderam ser vistos nos corredores, ao invés de permanecerem nos seus lugares designados, ao longo do jogo", acrescenta. Uma versão que lhe valeu, ainda assim, uma nota de comunidade na rede social X (o antigo Twitter).

"Fotografias do jogo mostram centenas de lugares vazios ao longo do estádio, contradizendo a alegação de apenas vários adeptos nos corredores", refere o reparo aprovado pelos utilizados desta plataforma. O jornal britânico Daily Mail também 'torce o nariz' à justificação, catalogando-a mesmo de "uma desculpa desesperada".

FIFA defende preço dos bilhetes

A FIFA tem sido alvo de duras críticas por parte dos adeptos, por conta do elevado preço dos bilhetes, que, em determinados casos, ascende mesmo aos milhares de euros. Ainda assim, numa conferência de imprensa realizada antes do início do Campeonato do Mundo, o próprio presidente do organismo, Gianni Infantino, defendeu a política adotada.

"Se os venderes por um ponto de preço inferior, neste mercado em particular, teria entrado - o que é perfeitamente legal, neste país - em mercados secundários a preços muito, muito, muito mais elevados. E, depois, para onde é que iria o dinheiro?", atirou, quando confrontado pelos jornalistas.

"Bem, iria para aqueles mercados secundários organizados ou para atividades de mercado negro, e não para o futebol. Se estamos a fazer algo de errado, então, provavelmente, toda a gente que está a vender bilhetes na América do Norte também está a fazer algo de errado", completou.

Fonte: Notícias ao Minuto, 13 de junho de 2026

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