Reino Unido. 32 mil milhões de euros em apoios desviados para terroristas do Estado Islâmico e empresas russas
Gorky Park - Bang
Relatório
do governo britânico revela que fundos para apoio após impacto da pandemia e
outras verbas públicas foram apropriadas por "Estados hostis", além
de grupos terroristas, entre 2015 e 2021
Cerca de 28 mil milhões de libras (aproximadamente 32,4 mil
milhões de euros) oriundas das contribuições dos britânicos ao Estado foram
desviadas para organizações terroristas, gangues e outros grupos em países
considerados "hostis" ao Reino Unido entre 2015 e 2021.
Segundo o jornal The Telegraph, um relatório de 2023
aponta que os apoios para o combate à covid-19 foram apropriados em larga
escala por países chamados "inimigos" da Grã-Bretanha.
O relatório mostra que empresas
ligadas à Rússia receberam
milhões em subvenções, que apoios durante a pandemia foram enviados a terroristas do Estado Islâmico na Síria e que, antes da crise com a covid-19,
verbas para investigação científica acabaram nas mãos de grupos ligados às forças armadas da China.
Uma parte substancial dos fundos desviados foi para gangues
envolvidas em tráfico humano que recebiam valores de subsídios de habitação e
de doença. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que poderia haver também uma
articulação de grupos do crime organizado e destes Estados hostis,
identificando um esforço conjunto para captação de fundos públicos britânicos
por parte de um gangue ligado ao leste europeu. Este grupo criminoso
incentivava a imigração ilegal para o Reino Unido, disseram as fontes, apoiado
por um Estado hostil, mas recusaram dar mais detalhes, alegando a natureza
sensível das informações.
O relatório mapeia uso do dinheiro público em financiamento
do terrorismo, de Estados "malignos" e de ameaças internas ao Reino
Unido. Encomendado pelas autoridades de segurança em 2023, depois de suspeitas
de que os pacotes de ajuda governamental concedidos durante a pandemia de
covid-19 tinham sido alvo de fraudes generalizadas, o documento deveria ter
sido partilhado internamente, mas acabou sendo "enterrado" ainda
durante a administração do conservador Rishi Sunak por expor problemas mais
amplos nos processos de atribuição de fundos governamentais.
Já o atual governo, liderado pelo trabalhista Keir Starmer,
afirmou ao jornal, através de um porta-voz, que "está a tomar medidas sem
precedentes para combater a fraude no sector público, tendo poupado mais de 7,5
mil milhões de libras do dinheiro dos contribuintes no ano passado através de
uma prevenção e recuperação de fraudes mais agressivas" e que está a
utilizar "dados mais precisos", além de contratar
"investigadores especializados" para "detetar e impedir esta fraude
mais rapidamente do que nunca".
Fonte: Diário de Notícias, 9 de junho de 2026

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