Tucker Carlson: "Não há hipótese de apoiar os republicanos”
Tucker Carlson, antigo rosto da Fox News, afirmou, no
podcast Can’t Be Censored, que “não há hipótese de apoiar o Partido
Republicano” nas eleições intercalares de novembro, marcando uma rutura com a
força política que defendeu durante décadas, noticiou a Associated Press.
O comentador e ex-apresentador de uma das principais cadeias
de televisão dos Estados Unidos sublinhou, porém, que também não apoia o
Partido Democrata e que não sabe ainda em quem irá votar ou se irá sequer
alinhar com alguma força política.
O antigo apresentador de televisão tem vindo a distanciar-se
do Partido Republicano desde que foi despedido em 2023, consolidando uma
audiência própria através do seu podcast. Esta viragem acentuou-se após a
decisão do presidente norte-americano Donald Trump de entrar em guerra com o
Irão em fevereiro.
Embora Carlson tenha descrito, em 1999, o atual líder dos
Estados Unidos como “a pessoa mais repugnante do planeta”, viria mais tarde a
antecipar-se à maioria dos comentadores ao defender que Trump deveria ser
levado a sério antes da sua primeira eleição presidencial, em 2016.
Carlson também apoiou Trump nas eleições de 2024, mas
posteriormente pediu desculpa pelo apoio, afirmando
ter “enganado pessoas” sem intenção. Desde
então, tem criticado repetidamente a guerra, que atribui em grande parte a
interesses de Israel, e acusa os republicanos de deixarem de representar os
seus eleitores.
“Seremos atormentados por isto durante muito tempo. Eu
serei”, admitiu Carlson ao irmão, antigo responsável pelos discursos de Donald
Trump. “Quero pedir desculpa por ter enganado as pessoas. Não foi intencional,
é tudo o que vou dizer”, acrescentou ainda o podcaster conservador, citado pelo
The Guardian.
Nas suas declarações mais recentes, afirmou que as decisões políticas estão a ser tomadas com base em
interesses externos e de doadores, o que considerou “inaceitável e
imoral”. Disse ainda que, após “35 anos de defesa consistente” do Partido
Republicano, “não há defesa possível” para a atual direção do partido.
Fonte: Observador, 24 de junho de 2026

Comentários
Enviar um comentário