Vítima de Epstein acusa Buckingham de proteger André
Jess Michaels, uma das vítimas de Jeffrey Epstein que tem
falado publicamente sobre os abusos sexuais que sofreu em 1991, acusou o
Palácio de Buckingham de “proteger” André Mountbatten-Windsor. Em declarações
ao The Telegraph, a norte-americana afirmou que a instituição não tomou
medidas face a alegadas provas de que o ex-príncipe teria divulgado informações
confidenciais do governo enquanto era enviado especial do Reino Unido.
“Há seis anos, o Palácio sabia que André não era apenas um
problema e que ele poderia enfrentar uma investigação criminal. E ignoraram o
caso”, disse Jess Michaels ao jornal britânico. “É isso que as instituições
fazem. Protegem os homens poderosos e deixam que as pessoas que eles
prejudicaram carreguem as consequências”, acrescentou.
Michaels, bailarina profissional na cidade de Nova Iorque na
altura em que foi agredida sexualmente pelo
magnata norte-americano, disse ficar feliz que o Reino Unido “esteja
finalmente a investigar” as ações do ex-príncipe André. “Um pouco tarde, mas é
o mínimo que podiam fazer. Entretanto, o nosso próprio governo nomeia-nos como
vítimas, protege os homens que nos fizeram mal e ainda nos trata como o
problema”.
A norte-americana mencionou ainda o nome de Virginia
Giuffre, vítima de Jeffrey Epstein e que afirmou ter
sido traficada por André quando tinha 17 anos, acabando por se
suicidar em 2025. “Protegê-lo significava duvidar dela. Virginia estava a dizer
a verdade e não viveu para ver o reconhecimento oficial disso. Isto parte-me o
coração e deveria partir o de todos”, disse Jess Michaels.
Em entrevista ao programa Today da BBC Radio 4, no
fim de semana passado, a deputada do Labour Rachel Maskell afirmou que “o
sistema construído em torno da Casa Real precisa de ser revisto”, apelando a
uma investigação pública a Buckingham.
“A teia está cada vez mais sombria e é por isso que
precisamos de abordar a questão do poder sem prestação de contas e também o
abuso de poder em altos cargos”, disse Maskell, citada pelo The Telegraph.
Sob investigação pela polícia britânica devido às suas
ligações a Jeffrey Epstein e detido em fevereiro por suspeitas de má conduta
enquanto exercia um cargo público, o irmão mais novo do Rei Carlos III enfrenta
agora alegações relacionadas com crimes sexuais. Este mês, a polícia do Vale do
Tamisa apelou a “qualquer pessoa” com informações relevantes sobre a alegada
“má conduta” sexual, corrupção, fraude ou partilha de dados confidenciais de
André Mountbatten-Windsor para entrar em contacto com as autoridades.
Fonte: Observador, 2 de junho de 2026
Está na hora de virar a página e acelerar para o futuro. O arquipélago Epstein formou uma elite de excelência – agora, praticamente, aposentada – que conduziu as sociedades a prosperidade e segurança. A redefinição israelita do Médio Oriente abre uma ponte de ouro para o abastecimento de matéria-prima para formar a nova elite, cumprindo até a sua identidade cultural: “Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós” (Números 31).
Se a idade relatada nos Ficheiros Epstein rondava os 13-15 anos, com o direito de defesa em marcha por Gaza, Cisjordânia, Líbano, Irão, esse limite pode ser reduzido drasticamente formando a nova elite ainda mais excelente que a anterior. Não haverá limite para a prosperidade e segurança das sociedades.



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