Baixista das L7 tem forma agressiva de cancro no cérebro: banda pede donativos para tratamentos

 



L7 - Pretend We're Dead

Jennifer Finch foi forçada a ficar de fora da nova digressão das L7 devido à doença. A banda norte-americana pediu ajuda aos fãs de música alternativa: “Queremos que ela sinta a força desta comunidade que a acarinhou e apoiou ao longo de tantos anos”

Jennifer Finch, baixista das L7, está a lutar contra um cancro no cérebro extremamente agressivo.

A notícia foi avançada pela própria banda, através das redes sociais. Jennifer deveria acompanhar as L7 na sua próxima digressão, que verá o grupo norte-americano despedir-se dos palcos, mas terá que ficar de fora - tendo pedido às colegas para continuarem sem ela.

Em comunicado, as L7 dizem-se “desoladas” com este diagnóstico, tendo pedido aos fãs para que contribuam para um fundo destinado a cobrir os custos que Jennifer terá com os tratamentos. “Ela faz parte da família. Queremos que ela sinta a força desta comunidade que a acarinhou e apoiou ao longo de tantos anos”, afirmou a vocalista Donita Sparks.

“Quando ela recebeu o diagnóstico, houve motivos para crer que os tratamentos, que incluem radioterapia, possibilitar-lhe-iam uma vida minimamente normal”, continuou Donita. “O cancro, e tudo o que este implica, deixaram-na com limitações físicas significativas, pelo que ela está a lidar isto como pode: um dia de cada vez”.

Uma página criada pelos amigos e família de Jennifer Finch na plataforma GoFundMe já tinha reunido, à hora de publicação desta notícia, cerca de 226 mil dólares (197 mil euros) dos 350 mil pedidos. Entre os nomes que partilharam e contribuíram para esta campanha está o de Michael Stipe: “O punk rock e a música alternativa não seriam o que são sem ela”, escreveu o ex-R.E.M. na plataforma Bluesky.

Formadas em 1985, as L7 foram uma das bandas de maior culto do período grunge, editando discos como “Bricks Are Heavy”, que em 1992 atingiu o primeiro lugar da tabela de vendas dos Estados Unidos dedicada a artistas emergentes. Em 2001, anunciaram o fim da sua carreira, regressando em 2014. A sua primeira presença em Portugal data de 1997, ano em que atuaram no Super Bock Super Rock.

Fonte: Expresso, 14 de julho de 2026

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