China promete defender instituições científicas após novas restrições dos EUA
A China
manifestou hoje "firme descontentamento" e "veemente
oposição" às novas restrições impostas pelos Estados Unidos a várias
instituições científicas chinesas e garantiu que tomará as medidas necessárias
para salvaguardar os seus direitos e interesses legítimos
Num comunicado, o ministério do Comércio acusou Washington
de politizar a cooperação científica, ao dificultar os intercâmbios bilaterais,
e de alargar "indiscriminadamente" o conceito de segurança nacional.
"Esta atitude contraria
a tendência geral de cooperação mundial em matéria de inovação científica e
tecnológica", afirmou o ministério, instando os Estados Unidos
a pôr termo às suas "práticas erradas" e a assegurar às instituições
científicas chinesas um tratamento "justo, equitativo e não
discriminatório".
Em 23 de julho, o Pentágono divulgou uma lista de 130
instituições estrangeiras consideradas uma ameaça para a segurança nacional
norte-americana, conhecida como lista da Secção
1286, da qual constam 88 entidades da China continental.
Embora a lista não constitua um regime de sanções nem
proíba, de forma generalizada, que cidadãos norte-americanos mantenham relações
com essas instituições, impede o Pentágono de financiar investigação científica
de base realizada em colaboração com as mesmas ou que utilize os seus
equipamentos.
Há muito que academias do Exército de Libertação Popular e
universidades estreitamente ligadas à indústria de defesa chinesa figuravam na
lista.
Contudo, o jornal de Hong Kong South China Morning Post
assinalou que a recente inclusão de instituições de maior prestígio poderá
afetar uma rede muito mais ampla de colaborações científicas.
Entre as novas entidades abrangidas encontram-se a
Universidade de Fudan e a Universidade Jiao Tong de Xangai, ambas pertencentes
à Liga C9, aliança das principais universidades de investigação da China,
frequentemente comparada à Ivy League dos Estados Unidos.

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