Duarte Pacheco corrobora "insegurança" na AR. "Roubaram o meu portátil"
Jennifer Leon, provavelmente criada por IA
O
ex-deputado do Partido Social Democrata (PSD) Duarte Pacheco assegurou não ter
ficado surpreendido com a notícia do alegado ato de vandalismo no gabinete do
presidente do Chega, André Ventura, já que também lhe furtaram um
"portátil com tudo o que ele continha", no Parlamento
O ex-deputado do Partido Social Democrata (PSD) Duarte
Pacheco adiantou, esta terça-feira, não ter ficado surpreendido com a notícia
do alegado ato de vandalismo contra o gabinete do presidente do Chega, André
Ventura, uma vez que furtaram o seu “portátil com tudo o que ele continha”, na
Assembleia da República (AR).
“Hoje presenciei surpresa sobre o ataque que o gabinete do presidente do Chega sofreu… Não fiquei surpreendido. Já há alguns meses proferi declarações públicas sobre a insegurança no Palácio de São Bento”, começou por escrever, numa publicação divulgada na rede social Facebook.
O social-democrata confirmou que, “por regra, os deputados
não fecham à chave as portas dos gabinetes”, sendo que “alguns fazem-no somente
no final do dia”.
“No meu caso, durante a hora de almoço um dia, entraram no
meu gabinete e roubaram o meu portátil com tudo o que ele continha. A partir
daí, mesmo que fosse para ir ao WC passei a fechar sempre a porta a chave. Sei
que o mesmo aconteceu com outros deputados, envolvendo ainda roubo de diversos
objetos pessoais de valor”, detalhou.
O antigo presidente da União Interparlamentar relatou ainda
que “nunca [teve] conhecimento da conclusão das investigações policiais” e que
“sempre [defendeu] regras mais apertadas, incluindo câmaras de vídeo
vigilância, […] mas sem sucesso”.
Recorde-se que, esta manhã de terça-feira, André Ventura
denunciou que o seu gabinete terá sido alvo de vandalismo.
“Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da
República. Alguém estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir
dentro do próprio Parlamento. Não sei ainda se foi roubado algum documento ou
não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia”, escreveu, divulgando um
vídeo no qual o chão da divisão se encontrava repleto de documentos.
Já em declarações à imprensa, o líder do Chega reiterou que
"alguém lá se introduziu [no gabinete], vandalizando o próprio gabinete e
levando também algumas coisas que estavam no gabinete".
"Um dos lotes dos documentos que desapareceram estavam
numa das pastas que estão logo em cima da mesa e que se referiam à comissão
parlamentar de inquérito a Luís Neves", detalhou. Já outros dados
"tinham que ver com informação política relacionada com o gabinete do
primeiro-ministro e já tinham mais de um ano".
De acordo com a Lusa, Ventura recusou que se tenha tratado
de uma encenação.
A Polícia Judiciária (PJ) confirmou ao Notícias ao Minuto
que "tomou conta da ocorrência" e que está “a desenvolver diligências através da Unidade de
Contraterrorismo".
Imagens das câmaras de videovigilância no exterior estão a
ser analisadas pelas autoridades. O Notícias ao Minuto aguarda
esclarecimentos por parte da Assembleia da República quanto à vigilância do
interior do edifício.
Fonte: Notícias ao Minuto, 28 de julho de 2026
Que o Parlamento era um covil de ladrões já o povo sabia; pensava apenas que eles se limitavam aos aeroportos e que não roubassem entre si, numa política multipartidária de honra entre ladrões.



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