FIFA põe Mundial à venda. Bomba de Infantino faz estalar a polémica
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(2007–2012) - Jennette McCurdy, Miranda Cosgrove, Nathan Kress, Jerry Trainor
Plano
da FIFA em vender participações para a exploração comercial do Campeonato do
Mundo motivou uma rápida e categórica reação da UEFA, ao mesmo tempo que se
tornou tema dominante na imprensa internacional
O plano da FIFA para arrecadar até 4,2 mil milhões de
dólares com a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do
Mundo a privados, anunciado na terça-feira, caiu como uma 'bomba' e está a
motivar muitas reações. A UEFA já contestou publicamente a intenção da FIFA,
dizendo que o "futebol não está à venda",
mas a polémica promete não ficar por aqui, com as críticas dirigidas a Gianni
Infantino a subirem cada vez mais de tom.
O que está em causa?
A FIFA explicou, em comunicado, que o objetivo passa por
aumentar o financiamento destinado ao desenvolvimento do futebol para mais de
10 mil milhões de dólares, criando uma nova estrutura comercial, cuja criação
depende da aprovação da maioria das 211 federações-membro e do Conselho da
organização.
No entanto, o The Times revela que a FIFA pretende
vender participações nos direitos comerciais dos Campeonatos do Mundo a
investidores privados através da nova subsidiária, com Infantino a surgir como
potencial comissário da nova empresa.
Para tal, a FIFA já está a trabalhar com o banco J.P.
Morgan, figurando entre os potenciais investidores a Thrive Eternal, fundada
por Joshua Kushner, irmão de Jared
Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Foi, de resto, esta notícia avançada pelo The Times
que motivou uma reação categórica da UEFA, que sublinhou que a proposta da FIFA
"ultrapassa uma linha que as instituições que governam o futebol nunca
deveriam cruzar".
"A alma e a governação do futebol não são ativos para
negociar, especialmente sem qualquer transparência sobre quem beneficia
financeiramente. Nenhum de nós é proprietário do futebol", vincou o
organismo que rege o futebol europeu.
"Bomba nuclear" lançada por Infantino
Os planos da FIFA rapidamente geraram controvérsia e
dominaram as manchetes dos jornais internacionais. De Espanha à Argentina, o
tema foi comentado e debatido ao longo das últimas horas.
"O braço de ferro entre a FIFA e a UEFA, que se arrasta
há vários anos, continua a subir de tom. O escândalo em torno da alegada
ingerência de Donald Trump no Comité Disciplinar da FIFA durante o Mundial, no
chamado caso Balogun, espoletou uma vaga de críticas à liderança de Gianni
Infantino e marcou o início de uma ofensiva da UEFA", pode ler-se no El
País.
Por sua vez, o AS destaca a resposta enérgica da UEFA aos
planos da FIFA, classificando a mais recente polémica como uma "bomba
nuclear".
"Gianni Infantino, presidente da FIFA, deu início ao
processo que poderá culminar na venda de participações do Mundial e do Mundial
de Clubes a investidores privados. A iniciativa motivou uma reação contundente
da UEFA, que, em duro comunicado, atirou: "Nenhum de nós é dono do
futebol. Não é propriedade da FIFA", escreve aquele jornal espanhol.
Já o Financial Times traça um cenário mais profundo
sobre as mudanças que a FIFA quer implementar e o impacto económico que as
mesmas podem ter, num artigo intitulado "FIFA põe o Mundial à venda".
"Na semana passada escrevemos que o futebol inglês
estava à venda. Ontem revelámos que, afinal, é o futebol mundial que está à
venda. E, desta vez, o prémio é o maior de todos: o Mundial. A FIFA, organismo
que tutela o futebol mundial e organiza a sua competição mais lucrativa, está a
criar uma nova entidade para concentrar as suas receitas comerciais. Mas o
verdadeiro ponto de rutura é outro: a organização sem fins lucrativos, sediada
na Suíça, pretende vender participações nessa entidade a investidores, por
milhares de milhões de dólares", pode ler-se.
O jornal argentino Clarín aponta para os planos de
Infantino que vão beneficiar o genro de Trump, revelando ainda que o presidente
da FIFA pode auferir um salário bastante elevado.
"Infantino surge como o principal candidato a assumir o
cargo de diretor-executivo ou comissário da nova empresa, assim que terminar o
seu último mandato como presidente da FIFA. Embora essa possibilidade ainda não
tenha sido formalmente definida nem debatida, prevê-se que o cargo venha a ser
remunerado de forma semelhante ao de comissário da NFL. Atualmente, Roger
Goodell aufere cerca de 64 milhões de dólares por ano", destaca.
"Ninguém tem o direito de vender o nosso
jogo"
A relação próxima de Infantino e Trump volta a estar na
ordem do dia, com Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA, a apontar, uma vez
mais, o dedo ao atual líder do organismo que rege o futebol mundial.
"A estreita relação entre o presidente da FIFA e o
presidente dos Estados Unidos atingiu uma dimensão financeira que está a
prejudicar profundamente o futebol. Ninguém tem o direito de vender o nosso
jogo", lamentou Blatter, numa mensagem partilhada na rede social X.
UEFA pondera boicote
Para lá da reação pública, as nações da UEFA estão a debater
a possibilidade de levarem a cabo um boicote no Campeonato do Mundo feminino,
que acontece no próximo ano, 2027, no Brasil, de acordo com a Sky News.
Fonte: Notícias ao Minuto, 29 de julho de 2026

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