FIFA quebra o silêncio sobre o polémico Portugal-Croácia: "Há um pico"
Danger
Force (2020-2024) – Dana Heath, Havan Flores, Terrence Little Gardenhigh, Dana
Heath, Luca Luhan, Sophie Michelle
Pierluigi
Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, sublinha que "o
sistema não deteta contactos com o cabelo", e defende que o golo anulado a
Josko Gvardio, nos descontos do Portugal-Croácia dos 16avos de final do
Campeonato do Mundo, foi bem anulado
Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da
FIFA, concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal italiano
Gazzetta dello Sport, na qual 'passou a limpo' alguns dos lances mais
polémicos do Campeonato do Mundo, começando, desde logo, pelo tão badalado
Portugal-Croácia, dos 16avos de final.
A equipa das quinas, recorde-se, ganhou, por 2-1, graças a
um golo da autoria de Gonçalo Ramos, já quatro minutos depois dos 90. Instantes
depois, os homens de Zlatko Dalic ainda festejaram o empate, quando Josko
Gvardiol colocou a bola no fundo da baliza à guarda de Diogo Costa, mas, após
prolongada análise por parte do VAR, o norueguês Espen Eskas anulou o lance.
Com recurso ao microchip
instalado dentro da própria bola, a equipa de arbitragem concluiu que, antes de
esta chegar ao defesa-central, tocou em Igor Matanovic, que o colocou em
posição irregular. Uma decisão que motivou veementes protestos, até
porque, com recurso às repetições, esse mesmo toque é impercetível.
Ainda assim, o italiano insiste que esta foi a mais acertada: "O gráfico fala claramente. Há um pico quando toca na cabeça do avançado croata, seguido de uma linha reta, e um outro pico, quando toca nas costas do defesa de Portugal. Dado que o sistema não deteta contactos com o cabelo, o pico é determinado pelo contacto com a cabeça".
Tecnologia contra "comunidade Amish dentro do
estádio"
A verdade é que as críticas não tardaram a surgir, havendo
mesmo quem defenda que tecnologias tão minuciosas estão a arruinar a emoção do
futebol. Para o responsável do organismo que rege o futebol internacional, no
entanto, esta não passa de "uma mentira histórica", posição que
ilustra com casos do passado.
"Há alguns segundos de
espera até à confirmação do fora de jogo, mas o jogador festeja quando marca.
Se o golo é validado, há um segundo festejo, e, se é anulado, é a equipa
adversária que festeja. Acho muito mais justo que a emoção tenha
como base uma decisão correta, em vez de um episódio destinado a ser discutido
durante semanas ou décadas", apontou.
"Ainda hoje, 60 anos depois, continuamos a questionar
se, no golo de Inglaterra, na final de 1966, a bola tinha verdadeiramente
ultrapassado a linha...", prosseguiu, referindo-se ao tão badalado lance
registado aos 11 minutos do prolongamento da vitória sobre a Alemanha, por 4-2,
Geoff Hurst rematou à barra e ressaltou para o relvado.
"A tecnologia foi introduzida para resolver uma
situação paradoxal. No estádio, cerca de 80 000 espectadores tinham a
possibilidade de ver, em tempo real, aquilo que acontecia em campo, e a única
pessoa que não podia fazê-lo era aquele que tinha de tomar as decisões... Havia
duas opções, ou criávamos uma comunidade Amish dentro do estádio, onde a
tecnologia era banida, ou dávamos essa mesma possibilidade ao árbitro",
completou.
Os motivos para o árbitro da final do Mundial2026
A terminar, Pierluigi Collina explicou os motivos que o
levaram a nomear o esloveno Slavko Vincic para a tão aguardada final do
Campeonato do Mundo, que irá colocar, frente a frente, Espanha e Argentina:
"Fez um percurso muito bom. Estou feliz por ele e também pelos outros que
estiveram cá, a escolha não foi fácil".
"Cada vez que vejo isto,
fico com pele de galinha. Eu sei o que estes rapazes e raparigas
fizeram durante anos, sacrificando muita coisa, inclusive as famílias. Estava à
espera da emoção de Vincic, foi a mesma que eu senti", concluiu, a
propósito pelas lágrimas vertidas pelo juiz, quando tomou conhecimento da
nomeação.
Fonte: Notícias ao Minuto, 19 de julho de 2026



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