Israel e Argentina assinam Acordos de Isaac para reforçar alianças
O
primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente argentino,
Javier Milei, assinaram, este domingo, em Jerusalém os chamados Acordos de
Isaac, uma nova estrutura estratégica para reforçar a cooperação bilateral e
alargar alianças na América Latina
A iniciativa visa aprofundar os laços diplomáticos,
comerciais, culturais e de segurança entre Israel e a Argentina, mantendo-se aberta à adesão de outros países da região que partilhem "valores da liberdade, da
democracia e do Estado de Direito", segundo Milei.
O chefe de Estado argentino criticou os governos de esquerda
na América Latina, acusando-os de contribuírem para o declínio regional, e defendeu uma mudança apoiada pelos Estados Unidos.
No âmbito da visita, foram assinados memorandos de
entendimento em áreas como Inteligência Artificial e transporte aéreo, com a
participação do ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, e da
ministra dos Transportes, Miri Regev.
Os acordos tecnológicos pretendem reforçar a cooperação em
inovação e desenvolvimento conjunto num setor considerado estratégico por ambos
os países.
Netanyahu enquadrou os Acordos de Isaac como uma extensão
dos Acordos de Abraão, lançados com o apoio dos Estados Unidos durante a
presidência de Donald Trump.
Ambos os líderes defenderam que a iniciativa pode dar origem
a um novo eixo de cooperação internacional no espaço ocidental.
O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee,
elogiou a liderança dos dois dirigentes e sublinhou o apoio de Washington à
iniciativa.
Durante a visita, Milei anunciou também o lançamento, a
partir de novembro, do primeiro voo direto entre Buenos Aires e Telavive, que
será operado pela companhia aérea israelita El Al.
Netanyahu afirmou que a nova ligação reduzirá o tempo de
viagem e fortalecerá os laços entre os dois povos.
Milei reiterou o apoio do seu governo a Israel e aos Estados
Unidos e defendeu a criação de alianças internacionais baseadas em valores
comuns, recordando ainda atentados ocorridos em Buenos Aires contra alvos
judaicos, atribuídos pela Justiça argentina ao Irão.
Esta foi a terceira visita de Milei a Israel, num gesto que
ambos os líderes apresentaram como sinal de proximidade estratégica entre os
dois países.
Fonte: Jornal de Notícias, 20 de julho de 2026

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