Netanyahu diz que aldeias cristãs no Líbano pediram para ser anexadas a Israel

As palavras são do primeiro-ministro israelita: algumas aldeias cristãs no sul do Líbano "pediram para serem anexadas" a Israel, com vista a conseguir proteção contra o Hezbollah. Em entrevista à Fox News, Benjamin Netanyahu afirmou que algumas aldeias cristãs no sul do Líbano "pediram para serem anexadas" a Israel

"Entre as aldeias cristãs do Líbano, algumas chegaram a pedir para serem anexadas a Israel, porque as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que as querem matar. E fazemos o mesmo com os cristãos de todo o lado", disse o primeiro-ministro de Israel, que ocupa parte do sul do Líbano, perto da fronteira, no programa "The Sunday Briefing".

Israel tem lançado uma intensa campanha de ataques aéreos e uma invasão terrestre no sul do Líbano, ocupando vastas áreas do território.

Segundo o ministério libanês da Saúde, pelo menos 4303 pessoas foram mortas em todo o Líbano desde 2 de março, quando os combates recomeçaram.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram o controlo de uma zona tampão de segurança no sul do território libanês, na sequência da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão, que acabou por se alargar à região. A atual escalada aconteceu na sequência da morte do líder iraniano Ali Khamenei durante o primeiro ataque israelo-norte-americano, a 28 de fevereiro.

O Hezbollah, próximo do Irão, retaliou iniciando uma vaga de disparos de mísseis contra Israel, o que levou o exército israelita a lançar uma vasta ofensiva aérea e terrestre contra posições e infraestruturas do grupo no sul do país e nos arredores de Beirute.

Apesar de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, assinado no início de junho, os ataques israelitas não pararam no Líbano, com Telavive a alegar que o Hezbollah não cumpre a trégua e continua a operar em zonas proibidas.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, alertou recentemente que as tropas permanecerão nas zonas de segurança por tempo indeterminado e continuarão a responder a qualquer ameaça que ponha em causa a segurança do norte de Israel.

Fonte: RTP, 5 de julho de 2026

A violência contra cristãos na Terra Santa tem aumentado nos últimos tempos, o que levou representantes de diferentes comunidades cristãs a denunciar, no início do mês passado, a onda de violência e da pressão sobre cristãos em Israel.

A diretora do Centro Inter-religioso Rossing para a Educação e o Diálogo, Hana Bendcowski, apresentou um relatório que documenta 155 incidentes contra cristãos em território israelita em 2025, incluindo "61 agressões físicas, 52 ataques contra propriedades eclesiásticas, 28 casos de assédio e 14 atos de vandalismo de sinais" com conteúdo cristão.

O relatório apontou que os ataques afetam especialmente os membros do clero, que denunciam cuspidelas, insultos e assédio quotidiano, o que gera entre os cristãos a perceção de serem cidadãos cada vez menos aceites e põe em questão a viabilidade futura destas comunidades.

Jerusalém Oriental é a zona da cidade que inclui a Cidade Velha e os seus locais mais sagrados, como o Muro das Lamentações, a Esplanada das Mesquitas e a Igreja do Santo Sepulcro, importantes para judeus, muçulmanos e cristãos.

Fonte: Mundo ao Minuto, 4 de julho de 2026

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