Parlamento conclui que Rita Matias do Chega violou código de conduta
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Em
causa está a utilização abusiva do cartão de deputada na Faculdade de Letras de
Lisboa, bem como insultos dirigidos à deputada socialista Isabel Moreira
A Comissão Parlamentar de Transparência concluiu hoje que
Rita Matias (Chega) violou o código de conduta por utilização abusiva do cartão
de deputada na Faculdade de Letras de Lisboa e também por insultos dirigidos à
socialista Isabel Moreira.
Fonte da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados adiantou à agência Lusa que estes dois pareceres foram aprovados por ampla maioria, embora com os votos contra do Chega.
No processo que envolve a Faculdade de Letras de Lisboa, a admoestação por mau comportamento estende-se à deputada do Chega Madalena Cordeiro.
"Chamar assassina a outra colega parlamentar constitui
um insulto e, por conseguinte, um comportamento inadequado e inaceitável por
parte de uma senhora deputada à Assembleia da República. Tais são
comportamentos que um(a) deputado(a), no exercício das suas funções, não pode
ter, até porque atos desta natureza não só não preservam a dignidade e a
credibilidade do órgão de soberania, nem prestigiam a instituição parlamentar,
como também afetam os deveres de urbanidade e do respeito que é devido entre
deputados(as)", lê-se no relatório.
Concluiu-se então que Rita Matias "incorreu em violação
grave dos deveres dos deputados" e "do Código de Conduta dos
Deputados".
O caso de Rita Matias e de
Madalena Cordeiro com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é
considerado mais insólito.
As duas deputadas foram a essa faculdade em 18 de março
passado. Após ter-lhes sido dito que o diretor da faculdade não iria
recebê-las, decidiram forçar o encontro e apresentaram a agentes da PSP o
"Cartão de Deputado - Livre-Trânsito".
Segundo o relatório, Rita Matias e Madalena Cordeiro
insistiram e pediram que lhes fosse conferido acesso à sala onde o diretor
presidia à reunião da Comissão Coordenadora do Conselho Científico -
solicitação essa que foi negada.
Perante este caso, a Comissão de Transparência concluiu que
esta iniciativa é "estranha" ao exercício do mandato parlamentar e,
sobretudo, que as duas deputadas "não poderiam, em circunstância alguma,
ter utilizado o cartão de deputado para garantir o acesso de livre circulação
nas instalações da Faculdade de Letras".
"E muito menos ainda para aceder a uma reunião
reservada, que se encontrava a decorrer, de um órgão interno daquela
instituição de ensino superior", salienta-se no parecer aprovado.
Tratou-se, por isso, de "uma utilização ostensivamente
abusiva da prerrogativa de livre trânsito, na medida em que não só esta
prerrogativa foi utilizada para uma finalidade alheia ao exercício do mandato
parlamentar, como também a sua utilização pretendeu contornar e subverter as
regras internas de funcionamento de uma instituição universitária, que goza de
autonomia".
Ao agir desta forma descrita, acrescenta-se, Rita Matias e
Madalena Cordeiro "abusaram do direito dos deputados ao livre trânsito,
(...) afrontando claramente o disposto nesta disposição estatutária, para além
de terem desrespeitado, com este seu comportamento, a imagem, o prestígio e a
dignidade da Assembleia da República".
"Com esta sua conduta, as senhoras
deputadas Rita Matias e Madalena
Cordeiro incorreram em violação grave dos deveres dos Deputados" e
"do Código de Conduta dos Deputados", conclui-se.
A Comissão da Transparência, no
seu relatório, recomenda às duas
deputadas do Chega para que, a partir de agora,
"se abstenham de fazer uma utilização abusiva do direito ao livre trânsito
dos deputados, nomeadamente, inibindo-se de o utilizar em ações de natureza
político-partidária, estranhas ao exercício do mandato parlamentar".
"E, em qualquer caso, para interromper reuniões de
órgãos universitários, em desrespeito pelas regras de funcionamento interno
dessas instituições de ensino superior", refere-se.
Recomenda-se ainda a Rita Matias e a Madalena Cordeiro que
se retratem "junto da instituição queixosa", a Faculdade de Letras de
Lisboa, "pugnando pela salvaguarda da imagem institucional da Assembleia
da República, que invariavelmente acaba por ser afetada pelas suas
condutas".
Fonte: RTP, 1 de julho de 2026
Recomendações apenas, sem o reforço de spanking, não tem nenhum efeito pedagógico. Com paleio oficial, as senhoras deputadas nunca aprenderão. Mão pesada no rabo realiza milagres de civilidade e educação em senhoras.
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