Quem é a assessora que se tornou a responsável pelos conteúdos de Trump nas redes sociais
iCarly
(2007–2012) - Jennette McCurdy, Miranda Cosgrove, Nathan Kress
Natalie Harp desempenha um papel central e estratégico na
gestão da presença digital do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o The Wall Street Journal, é considerada a principal responsável
pelas publicações de Trump na rede social Truth Social.
Na qualidade de assistente executiva, Harp apresenta
regularmente a Trump pilhas de rascunhos de publicações impressos para
aprovação. Esses textos consistem, muitas vezes, em conteúdos reaproveitados de
outras contas que ela ou outros assessores consideram suscetíveis de agradar ao
presidente. Depois de Trump dar o seu aval, Harp acede à conta do presidente —
por vezes fora do horário normal de trabalho — e publica as mensagens em série.
Harp é conhecida pela alcunha
de «impressora humana», por estar quase sempre ao lado de Trump com
uma impressora portátil sem fios, papel e baterias recarregáveis. Utiliza este
equipamento para lhe fornecer um fluxo constante de notícias, artigos e
publicações das redes sociais em formato impresso, uma vez que Trump prefere ler em papel para evitar o cansaço visual provocado pelo uso
do telemóvel.
Ela controla de forma rigorosa todo este processo de
produção de conteúdos para as redes sociais, o que, segundo várias fontes, tem
gerado frustração entre outros membros da equipa. Em diversas ocasiões, recusou
partilhar os rascunhos com a chefe de gabinete da Casa Branca ou com
responsáveis pela segurança nacional, alegando que responde exclusivamente a
Trump.
Em episódios polémicos, como a publicação de vídeos com
conteúdo racista ou de imagens de Trump geradas por inteligência artificial, a
equipa justificou as publicações com erros de edição ou com instruções diretas
do próprio Trump antes da sua divulgação.
Quem é Natalie Harp
Natalie Harp, de 35 anos, cresceu numa família cristã
conservadora na Califórnia. Licenciou-se na Point Loma Nazarene University e
concluiu um MBA na Liberty University, duas
instituições de ensino de orientação cristã. Antes de integrar o
círculo mais próximo de Trump, trabalhou durante dois anos como apresentadora
no canal conservador One America News Network (OANN).
A ligação de Harp a Trump começou em 2019, quando ganhou
notoriedade pública ao afirmar que a lei Right to Try («Direito a Tentar»),
promulgada por Trump, lhe tinha salvado a vida após um diagnóstico de cancro
ósseo. A legislação permite que doentes em fase terminal tenham acesso a
terapias experimentais que ainda não receberam aprovação completa da Food and
Drug Administration (FDA), a agência federal norte-americana responsável pela
proteção da saúde pública.
Embora vários especialistas tenham questionado a cronologia
da sua alegação e a natureza dos tratamentos que recebeu, o apoio de Harp à
política acabou por chamar a atenção de Trump, tornando-a uma presença
frequente em eventos políticos e nos meios de comunicação conservadores.
Serviço Secreto em alerta
O percurso de Harp junto de Trump tem sido marcado por uma
devoção considerada extrema, suscitando preocupações até no Serviço Secreto
norte-americano. Segundo fontes citadas pela Vanity Fair, Harp escreveu cartas de admiração dirigidas a
Trump, nas quais o descrevia como o seu «Guardião e Protetor nesta Vida».
A intensidade dessa devoção levou o Serviço
Secreto a encará-la, do ponto de vista da segurança, como um potencial risco
tanto para si própria como para o presidente.
Harp acompanha Trump nos seus jogos de golfe num carrinho separado, sempre pronta a fornecer-lhe informações quando solicitado. Em determinada ocasião, chegou mesmo a ficar instalada no balneário feminino de um dos clubes de golfe de Trump para permanecer suficientemente próxima e responder de imediato aos seus pedidos.
Atualmente, para além de gerir a presença de Trump nas redes
sociais, desempenha também um papel relevante como intermediária entre o
presidente e membros do Congresso, enviando artigos, recolhendo opiniões e
avaliando posições sobre propostas legislativas e outros assuntos políticos.
Fonte: Gazeta Digital, 17 de maio de 2026




Comentários
Enviar um comentário