Renunciou à cidadania ucraniana antes de ser nomeado um dos mais ricos do país: explosão suspeita no Mónaco fere gravemente oligarca e família
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(2007–2012) - Jennette McCurdy, Miranda Cosgrove
Uma explosão provocada por um engenho colocado num pacote
feriu gravemente um oligarca ucraniano e a sua família na noite de
segunda-feira, no Mónaco, num incidente que está
a levantar dúvidas quanto à sua origem.
O ataque ocorreu por volta das 21:00 locais (20:00 de
Lisboa), num edifício residencial situado numa rua junto à fronteira com
França, causando ferimentos num casal e no filho de 13 anos.
Horas depois do sucedido, as autoridades locais avançaram
que um suspeito teria deixado um pacote no átrio do prédio antes de fugir do
local, sendo visto mais tarde a abandonar a zona em direção à região francesa
de Beausoleil.
O engenho explosivo continha pregos e chumbo, segundo
informações oficiais, e causou uma forte explosão que levou à mobilização de
cerca de 50 bombeiros e 80 elementos de segurança. Outras quatro pessoas foram
assistidas devido a choque e cortes provocados pelos estilhaços, segundo o The
Guardian.
O casal, com idades entre os
50 e os 60 anos, encontra-se em estado crítico, com prognóstico reservado.
O adolescente sofreu ferimentos ligeiros e encontra-se estável.
O empresário ucraniano Vadym
Yermolaiev, de 58 anos, multimilionário ucraniano residente no
Mónaco foi identificado como uma das vítimas-
Em resposta ao ataque, o príncipe Alberto II classificou o
episódio como um “crime hediondo”, considerando-o um choque para toda a
comunidade monegasca. Já as autoridades francesas indicaram que está em curso
uma operação para localizar o autor, que se encontra em fuga.
23.º homem mais rico da Ucrânia
Empresário e dono de um império com interesses no setor
imobiliário, industrial e vitivinícola, Yermolaiev é frequentemente referido
como uma figura influente na economia da Ucrânia pós-soviética.
Nascido em Dnipro, antiga Dnipropetrovsk, formou-se em
economia e prestou serviço no exército soviético antes de fundar, em meados da
década de 1990, o Grupo Alef, segundo um perfil do Le Parisien.
O conglomerado expandiu-se para áreas como imobiliário,
agricultura, materiais de construção, indústria médica e equipamentos
industriais. O empresário é apontado por vários meios de comunicação e pela
revista Forbes como uma das figuras responsáveis pela transformação
urbana da sua cidade natal, destacando-se projetos como o centro comercial
Most-City e o Boulevard Katerynoslavsky.
Em 2022, a Forbes colocava-o no 23.º lugar entre os
empresários mais ricos da Ucrânia. Ao longo dos anos, a sua fortuna atingiu
várias centenas de milhões de dólares.
A renuncia à cidadania ucraniana e as sanções da
Ucrânia
Em 2019, tomou uma decisão importante: renunciou à cidadania
ucraniana para adquirir a cidadania cipriota, decisão que gerou debate no seu
país de origem. Antes disso, em 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia,
afirmou ter perdido todos os seus bens localizados na península.
A sua trajetória empresarial é também marcada por
controvérsia e polémica, com críticas relacionadas com a natureza das suas
atividades e investimentos internacionais. O seu percurso inclui ainda
participação em projetos financeiros e empresariais fora da Ucrânia.
Anos depois de ter renunciado à cidadania, o Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia
impôs, em dezembro de 2023, sanções a Vadym Yermolaiev.
Segundo vários meios de comunicação ucranianos, a decisão
terá sido motivada por suspeitas relacionadas com atividades comerciais,
nomeadamente a continuidade de negócios ligados à venda de bebidas alcoólicas
na Crimeia sob ocupação russa.
O empresário contestou as medidas e rejeitou qualquer
irregularidade. Paralelamente, foi também referido em investigações e
reportagens internacionais relacionadas com atividades financeiras e bancárias,
incluindo o caso do Versobank, um banco da Estónia cuja licença foi suspensa
pelo Banco Central Europeu em 2018.
Fonte: CNN Portugal, 30 de junho de 2026

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