"Trump e Bibi são como Roosevelt e Churchill". Antes de morrer, Lindsey Graham disse que a guerra com o Irão foi "a melhor coisa" que fez

 

sinfullysofia, artista

Um documentário com acesso exclusivo aos bastidores mostra Lindsey Graham a incentivar Donald Trump a intensificar a ofensiva no Irão. As imagens foram divulgadas após a morte do senador

Imagens inéditas de um documentário, divulgadas este domingo, mostram o falecido senador Lindsey Graham a descrever a sua campanha em várias frentes a favor da guerra com o Irão como "a melhor coisa que alguma vez fiz" e a comparar o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu a Franklin D. Roosevelt e Winston Churchill.

Graham, que tinha reputação em Washington de defensor de uma política externa intervencionista, concedeu acesso ao realizador britânico Alex Holder, que afirmou ter gravado mais de 400 horas de imagens do senador ao longo de vários anos. Graham colocou-se no centro das maiores ambições de Trump durante o segundo mandato do presidente, incluindo a guerra com o Irão e uma vasta modernização do Pentágono.

O documentário capta chamadas telefónicas com Trump, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e até com o antigo conselheiro de segurança nacional democrata Jake Sullivan, enquanto Graham apoiava os esforços de guerra.

"Foi verdadeiramente notável e tivemos este período de quatro anos e meio com um acesso sem precedentes a um dos políticos mais influentes dos Estados Unidos", disse Holder, numa entrevista à CNN, no programa Inside Politics, conduzido por Manu Raju.

Ao longo da última década, Graham transformou-se num dos conselheiros de maior confiança de Trump em questões geopolíticas de elevado risco, disse à CNN, no início deste mês, um antigo conselheiro de Trump. Ganhou a confiança do presidente, mesmo discordando frequentemente dele em questões estratégicas importantes, incluindo o nível de apoio dos Estados Unidos à Ucrânia e os esforços da Casa Branca para negociar o fim da guerra com o Irão.

"Via Lindsey como um dos seus especialistas em política externa", afirmou o conselheiro. "Nem sempre concordava com ele, mas penso que o respeitava."

Nas novas imagens, Graham surge a falar com Netanyahu e a descrever as suas conversas com o presidente, incentivando-o a agir de forma mais decisiva ao lado de Israel.

"É a melhor coisa que alguma vez fiz. Ele adora rebentar com coisas", disse Graham, referindo-se aos seus esforços, num dos excertos.

"Ele quase não publicou nada nas redes sociais", acrescentou Graham, falando sobre Trump. "Sem dramas. Tem sido um grande presidente em tempo de guerra. Disse ontem à noite que Trump e Bibi são como Roosevelt e Churchill."

A relação entre Graham e o presidente nem sempre foi harmoniosa e Holder disse que há mais imagens por divulgar que mostram essa relação.

"Quanto a isso, terão de esperar para ver", afirmou.

À medida que a guerra com o Irão se prolonga, algumas das previsões de Graham nos primeiros dias do conflito, que tanto defendeu, revelaram-se completamente erradas.

"Dentro de três a quatro semanas, deveremos tê-los numa situação em que começam a perder o controlo de algumas cidades... envolver mais abertamente os árabes amanhã, ou até ao final da semana, e depois criar um impulso praticamente irreversível", disse Graham, em março, durante uma chamada com Sullivan.

As imagens incluem também momentos mais descontraídos, como Elton John a telefonar a Graham para lhe cantar os parabéns quando completou 70 anos.

Holder disse ao Wall Street Journal que pretende lançar o documentário completo, intitulado "Lindsey's Game", nos próximos meses. Segundo o realizador, Graham aceitou participar no projeto para deixar um registo para a posteridade e inspirar outras pessoas a seguirem uma carreira no serviço público.

Graham morreu no início deste mês, aos 71 anos. As cerimónias fúnebres estão marcadas para esta semana, em Washington e no seu estado natal, a Carolina do Sul.

Fonte: CNN Portugal, 26 de julho de 2026

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