Trump ofereceu a Putin ajuda para "saída rápida" da guerra
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(2007–2012) - Jennette McCurdy, Miranda Cosgrove, Nathan Kress
Presidente
dos EUA conversou com os líderes da Rússia e da Ucrânia dias antes do início da
cimeira da NATO em Ancara
No dia em que os EUA comemoraram 250 anos da independência,
o seu presidente manteve conversas com o russo Vladimir Putin e o ucraniano
Volodymyr Zelensky. No domingo, o assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse que,
durante uma chamada telefónica de quase hora e meia, Donald Trump voltou a
oferecer-se para resolver o conflito. "O
presidente americano confirmou mais uma vez a sua disponibilidade para
trabalhar para um rápido fim dos combates e encontrar soluções para superar a
crise”, disse Ushakov, que caracterizou o diálogo de
"profissional e bastante construtivo".
Ushakov disse que Putin contou sobre a "situação real
no campo de batalha" a Trump, um cenário segundo o qual as forças russas
estão "a libertar uma localidade após outra". Em concreto, o líder
russo mencionou a captura de Kostyantynivka e a sua importância para a
"libertação" de toda a região de Donetsk. Esta alegação foi
desmentida pelo Estado-Maior ucraniano.
No sábado, o presidente ucraniano comentou a alegação de
Putin, feita na véspera, como "apenas mais uma mentira russa". E
desafiou o homem que iniciou a guerra. "Se Kostiantynivka está agora sob
controlo russo, então suponho que Putin não deveria ter problema em
encontrar-se comigo lá e encontrar soluções diplomáticas para finalmente acabar
com a guerra. Mas ele ainda não vai atravessar a linha da frente, porque a
verdade é muito diferente das palavras de Putin."
Em resposta, o porta-voz do Kremlin reiterou que aquela
localidade está sob controlo do exército russo e lembrou que a capital russa é
Moscovo. "Se o sr. Zelensky está a mostrar vontade de vir à Federação
Russa desta forma, damos-lhe as boas-vindas. Mas gostaríamos de lembrar que o
presidente Putin disse que está pronto para o receber em Moscovo", disse
Dmitri Peskov. Acrescentou ainda que Zelensky pode viajar para a capital russa
assim que estiver preparado para "tomar decisões importantes e
responsáveis". No mês passado, Zelensky desafiou Putin a reunirem-se, mas
o líder do Kremlin recusou.
À boleia da efeméride norte-americana, Zelensky também
conversou no sábado com Trump. "Há boas hipóteses de acabar com esta
guerra, e a determinação dos Estados Unidos será fundamental. Combinámos
continuar a conversa pessoalmente durante a cimeira da NATO em Ancara",
disse o presidente ucraniano no sábado de madrugada.
Já no domingo, o líder ucraniano avisou para um provável
novo ataque de mísseis russos, com base em informações dos serviços de
informações. "Isto é típico de Putin: logo depois do Dia da Independência
dos EUA e antes da Cimeira da NATO em Ancara. A Rússia quer espalhar ainda mais
maldade e matar pessoas", acusou.
Nas últimas semanas, Kiev recrudesceu nos ataques à Crimeia,
por um lado, e às infraestruturas energéticas, por outro. Segundo dados
coligidos pelo Financial Times, em maio foram registados 16 ataques a
refinarias de petróleo, um recorde mensal. As refinarias de petróleo russas
foram atingidas em quase 200 ocasiões desde o início do ano, 11 vezes mais do
que no período homólogo do ano passado. Em resultado dos ataques de drones,
intensificada por Kiev na campanha de 40 dias, a Rússia atravessa a maior crise
de combustível em décadas. Mais de metade das regiões do país aplicou
restrições severas à venda de combustível, enquanto os cidadãos passam horas
nas filas dos postos de abastecimento.
Fonte: Diário de Notícias, 5 de julho de 2026

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