Alfredo Casella – Italia

Alfredo Casella (25 de julho de 1883 – 5 de março de 1947) foi um compositor, pianista e maestro italiano.

Casella nasceu em Turim, filho de Maria (nascida Bordino) e Carlo Casella. A sua família incluía muitos músicos: o seu avô, amigo de Paganini, foi primeiro violoncelista no Teatro São Carlos, em Lisboa, e acabou por se tornar solista na Capela Real de Turim. O pai de Alfredo, Carlo, era também violoncelista profissional, assim como os seus irmãos Cesare e Gioacchino; sua mãe era pianista e deu ao menino as suas primeiras aulas de música.

A sua filha, Silvia Casella (que passou a guerra escondida), foi mãe da famosa atriz e argumentista italiana Daria Nicolodi (conhecida pelos clássicos do cinema de terror giallo com Dario Argento) e avó da atriz Asia Argento.

Fonte; Wikipédia 

Asia Argento

Asia Argento (nascida Aria Maria Vittoria Rossa Argento; Roma, 20 de setembro de 1975) é uma aclamada e controversa atriz, realizadora, argumentista e cantora italiana. Neta de Silvia Casella e bisneta do compositor Alfredo Casella, ela cresceu no seio de uma das famílias mais influentes do cinema e da cultura italiana.

Asia é filha do lendário realizador de cinema de terror giallo Dario Argento e da atriz e argumentista Daria Nicolodi. Devido ao ambiente artístico em que cresceu, começou a representar profissionalmente com apenas nove anos. A sua estreia no cinema aconteceu aos 9 anos no episódio "Il ritorno di Guerriero" na série de televisão Sogni e bisogni realizada por Sergio Citti em 1985,




mas foi sob a direção do pai que ganhou projeção em clássicos do terror como Trauma (1993) e O Síndroma de Stendhal (1996).

A vida pessoal de Asia Argento tem sido marcada por uma intensa exposição mediática e controvérsias:

Movimento #MeToo: Em 2017, foi uma das primeiras e principais denunciantes do produtor Harvey Weinstein, revelando ter sido vítima de agressão sexual por parte deste em 1997. Tornou-se uma das vozes líderes globais do movimento.

Caso Jimmy Bennett: Em 2018, a sua posição pública foi abalada por acusações de conduta sexual imprópria com o ator Jimmy Bennett (que era menor na altura dos factos alegados). Argento negou qualquer relação sexual, mas admitiu ter pago uma quantia financeira para evitar um escândalo.

Anthony Bourdain: Teve uma relação amorosa muito mediática com o famoso chef e apresentador de televisão norte-americano Anthony Bourdain até ao trágico suicídio por enforcamento deste em junho de 2018.

Asia Argento admite que traiu Anthony Bourdain: "As pessoas dizem que o matei"

Numa entrevista inédita e emotiva, Asia Argento abre o jogo e confessa que traiu o então namorado Anthony Bourdain, que também não seria fiel. "Ele também me traiu. Isto não era um problema para nós"

Asia Argento quebrou o silêncio e, numa entrevista emotiva à DailyMailTV, falou pela primeira vez sobre Anthony Bourdain, que, sem nada que o fizesse prever, tirou a própria vida no passado mês de junho. “As pessoas dizem que matei Anthony Bourdain.” Na mesma entrevista, a atriz e realizadora italiana, de 43 anos, confessa ter traído o então namorado. “Ele também me traiu. Isto não era um problema para nós.”

“Ele era um homem que viajava 265 dias por ano. Quando nos víamos divertíamo-nos muito na companhia um do outro. Mas não éramos crianças. Éramos adultos. (…) Tivemos vidas, esposas e maridos, tivemos crianças. Não consigo imaginar o Anthony como alguém que fizesse um gesto extremo por algo como isto”, afirma.

Três dias após a morte de Bourdain, que teve eco mundial, surgiram fotografias de Asia Argento na companhia do jornalista Hugo Clement — as imagens divulgadas mostravam alguma cumplicidade entre ambos. Não demorou muito tempo até que “trolls” da internet juntassem as alegadas peças do puzzle e acusassem Argento de ter “atirado” Bourdain para o fim da linha. “Compreendo que o mundo precise de encontrar uma razão. Eu também gostaria de encontrar. Mas não a tenho”, diz Asia Argento.

Argento, que também é uma ativista do movimento #MeToo — foi uma das primeiras mulheres a acusar Harvey Weinstein de abuso sexual –, recusa as acusações de que terá, de alguma forma, influenciado a decisão final de Bourdain e admite ter ficado zangada por o namorado de dois anos a ter “abandonado”, bem como aos dois filhos, de 17 e nove anos. A artista confessa ainda em entrevista que se sente culpada por não ter percebido a “imensa dor” que Bourdain sentia e que nunca partilhou em vida.

“Não me apercebi [da dor]. E por isso vou sentir-me culpada para o resto da minha vida”.

A atriz e realizadora foi ainda criticada por não “parecer uma mulher em luto”, apesar da emotiva reação que se seguiu à morte do namorado, pessoa que considerou ser o seu “amor”, “porto de abrigo” e “protetor”. O facto de Asia ter regressado rapidamente ao trabalho — foi jurada na edição italiana do programa X-Factor — motivou muitas dessas críticas. Agora, defende-se, ao garantir que tinha uma escolha: “Voltar ao trabalho ou nunca mais sair da cama”. Asia diz que o trabalho salvou “literalmente” a sua vida.

Fonte: Observador, 25 de setembro de 2018

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