Burnham não vai iniciar investigação a atividades de Epstein no Reino Unido
Durante
a campanha para a liderança dos trabalhistas, Burnham terá recebido um pedido
pedia para investigar como Epstein viajou para bases militares britânicas no
seu jato, com mulheres traficadas
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, não vai iniciar
uma investigação sobre as atividades de Jeffery Epstein no Reino Unido, ao
contrário do que foi afirmado na terça-feira pela sua ministra das Vítimas, Alex Davies-Jones, à
BBC. A informação é avançada por uma fonte de Downing Street à televisão
pública britânica e outra do ministério britânico da Justiça ao Independent.
“Estamos a analisar [o início de uma investigação], estamos
a avaliar o que é possível”, afirmou Davies-Jones ao telejornal “Newsnight”
da BBC, que referiu que tinha recebido a garantia de Burnham e que o
primeiro-ministro tinha também concordado em encontrar-se com as sobreviventes de Epstein.
No entanto, um porta-voz do ministério britânico da Justiça
afirmou que uma investigação pública “não está a ser considerada ativamente”,
mas que o primeiro-ministro está “disponível” para encontrar-se com as
sobreviventes de Epstein e do milionário Mohamed Al-Fayed, para “analisar o que
é possível e considerar todas as opções para apoiar as vítimas e sobreviventes”.
Uma das vítimas de Epstein afirmou que foi enviada para uma rede de tráfico
humano e de abusos sexuais de Al-Fayed, em 2006. As acusações contra o
milionário, falecido em 2023, também motivaram pedidos de investigação.
Durante a campanha para a liderança do Partido Trabalhista,
Burnham terá recebido uma carta de colegas de partido a pedir uma investigação
pública às atividades de Jeffrey Epstein no Reino Unido, às alegações sobre a
existência de uma rede de tráfico humano por parte de Al-Fayed e às acusações
de assédio sexual contra David Sullivan, ex-presidente do West Ham contra
jogadoras mulheres e jovens de futebol feminino, refere a BBC.
Em relação a Epstein, o pedido pedia para investigar como
Epstein “conseguiu viajar de e para bases militares do Reino Unido no seu jato
privado, por vezes com alegadas mulheres traficadas”. Desde a década de 1990
até 2018, foram registados 87 voos — 15 deles após ter sido condenado por
solicitar sexo a uma menor —, nos quais viajava com mulheres “não
identificadas”, concluiu uma investigação da BBC lançada em dezembro de 2025.
Fonte: Observador, 5 de
agosto de 2026

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