Cuba: EUA repudiam celebração de centenário e acusam Fidel de ser "fracasso total"
Os
Estados Unidos repudiaram hoje as comemorações do centenário do nascimento de
Fidel Castro em Cuba, uma figura que Washington diz representar um “fracasso
total” para o país
“Fidel Castro foi um fracasso total em tudo, exceto quando
se tratou de destruir Cuba e de empobrecer, encarcerar e assassinar o próprio
povo”, denunciou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, numa mensagem publicada após o
final das comemorações, na quinta-feira, do nascimento de Castro, a 13 de
agosto de 1926.
Rubio, filho de migrantes cubanos, há anos que faz de Havana
uma das suas bandeiras em termos de política externa, primeiro como deputado e
senador pela Flórida e agora como chefe da diplomacia norte-americana, cargo a
partir do qual tem supervisionado um bloqueio ainda mais severo contra Cuba.
Rubio aproveitou para enviar um novo aviso às atuais
autoridades cubanas, em especial ao presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
“Quem quer que tente seguir os seus passos deve reconsiderar
a sua posição com muito cuidado, porque também se está a condenar ao fracasso”,
avisou Rubio numa mensagem publicada nas redes sociais.
Ainda na quinta-feira, o secretário da Defesa
norte-americano, Pete Hegseth,
afirmou que Washington não descartava a possibilidade de uma intervenção
militar em Cuba, ao mesmo tempo que sustentou que Havana
“faria bem em prestar atenção” à vontade do chefe da Casa Branca de “fazer valer as prerrogativas estratégicas” do
país norte-americano.
“Como já disse anteriormente, e creio que viram o que
aconteceu noutros casos, todas as opções estão em cima da mesa, incluindo as
militares”, afirmou Hegseth, durante uma visita ao Panamá, país onde participou
num evento da coligação militar impulsionada por Washington contra os cartéis.
Cuba assinalou o centenário do nascimento de Fidel Castro,
que governou Cuba de 1959 a 2008, com exposições, concertos e conferências
inseridos no "I Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro".
Vários dirigentes comunistas de todo o mundo viajaram até à
ilha para participar no evento, incluindo o secretário-geral do PCP, Paulo
Raimundo.
Contudo, este ano, o aniversário de 13 de agosto ocorre num
momento em que Cuba atravessa uma das piores crises da sua história, marcada
pela escassez de alimentos e água, e cortes de eletricidade crónicos.
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump,
aplica uma política de “pressão máxima” contra Cuba, em particular desde a
captura, no início de janeiro, numa operação militar norte-americana, do
ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana.
Fonte: Lusa, 14 de agosto de 2026
A “carreira” de Marco Rubio, desde a universidade a companheiro de Trump, foi financiada precisamente para que ele apresentasse mudanças na Venezuela e Cuba – que abrisse a “economia” para o regresso dos magnatas expulsos pelas revoluções nesses países. E o cubano cumpriu como um good boy.

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