Foram criados 300 colonatos israelitas na Cisjordânia durante governo de Netanyahu


Benjamin Netanyahu regozijou-se da criação de 300 colonatos na Cisjordânia durante o seu mandato e prometeu continuar com a construção.

Segundo a organização não-governamental israelita Peace Now, no território palestiniano existem 146 colonatos regularizados por Israel, mas ilegais consoante o Direito Internacional, além de 363 pontos de colonato ou postos avançados.

Algumas colónias são estabelecidas por decisão governamental, enquanto outras são postos avançados não autorizados.

A sua aprovação e legalização a posteriori também aumentaram significativamente nos últimos anos.

Após um confronto ocorrido na Cisjordânia em julho, que causou a morte de quatro palestinianos e dois israelitas, Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram uma série de medidas, entre as quais "a aceleração da legalização dos postos avançados agrícolas e a criação de novos".

Na semana passada, os líderes europeus juntaram-se às crescentes condenações internacionais de um vasto projeto de colonização, após as autoridades israelitas terem aberto concursos públicos para mais de 1200 habitações na zona. Esta é uma parte do plano de expansão que prevê a construção de 3400 habitações.

Sob o último governo de Netanyahu, entre 2009 e 2021, e o atual, desde 2022, a regularização dos colonatos e a criação de postos avançados aumentaram exponencialmente, e atualmente a população de colonos israelitas na Cisjordânia atinge meio milhão, segundo dados da ONU, face aos 3,4 milhões de palestinianos.

De notar que ministros israelitas apelam abertamente à anexação do território.

No que diz respeito ao conflito com o Irão, o primeiro-ministro israelita descartou a possibilidade de um acordo diplomático com os líderes iranianos, que classificou como "selvagens", e reiterou que se Teerão atacar Israel a resposta será mais forte do que nunca.

Recorde-se que Benjamin Netanyahu afirmou que o Irão tentou assassinar um dos seus dois filhos. O chefe do governo israelita tem dois filhos e uma filha e não se sabe qual dos seus filhos teria sido visado nesta alegada tentativa de assassínio.

Fonte: RFI, 26 de agosto de 2026

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