Infantino desesperado. Já nem Donald Trump lhe atende o telefone
Gianni
Infantino acredita que Donald Trump pode ser um 'aliado' essencial para que
consiga manter-se na presidência da FIFA, mas as repetidas chamadas têm sido
ignoradas. Como alternativa, agendou uma reunião com Marco Rubio, secretário de
Estado dos EUA... que foi subitamente cancelada
Gianni Infantino atravessa o período mais delicado desde que
sucedeu a Sepp Blatter na presidência da FIFA, em 2016, por conta da tentativa
de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria aberta a
investimento privado e que teria como objetivo concentrar as operações
comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre elas, o Campeonato do
Mundo).
A proposta foi prontamente 'chumbada', face ao repúdio da
UEFA, da CONCACAF e da AFC (que totalizam mais de metade dos votos das 211
federações-membro que compõem o organismo que rege o futebol internacional),
resultando num fracasso de tamanha dimensão que coloca mesmo em causa a
recandidatura ao cargo.
Face a este (desolador) cenário, o ítalo-suíço tem procurado abrigo junto de... Donald Trump.
De acordo com as mais recentes informações adiantadas pelo jornal
norte-americano New York Post, a crença é de que a influência do
presidente dos Estados Unidos da América possa revelar-se determinante para
aliviar os pedidos de demissão de que continua a ser alvo.
A mesma publicação acrescenta que, nesse sentido, o advogado
tem vindo a tentar contactar o líder máximo norte-americano por repetidas
vezes, ao longo dos últimos dias, mas sem sucesso. Como alternativa, terá
agendado uma videochamada com o secretário de Estado do país, Marco Rubio, na
segunda-feira, que foi subitamente cancelada, devido à "atenção
indesejada" de que estava a ser alvo.
"Ele queria ligar-se, via online, com o secretário e falar sobre como o futebol pode ser uma forma de 'soft
power' para os EUA, mas todos nós sabemos de que tem a ver com a
proteção do emprego dele. Não tem a ver com mais nada, neste momento",
relatou uma fonte próxima do caso, que optou por manter o anonimato. Outra,
disse que Gianni Infantino se sente "isolado" e procura "aliados
de peso que o apoiem publicamente".
Este desenvolvimento surge, de resto, já depois de Dylan
Johnson, porta-voz da Casa Branca, ter recorrido à rede social X (o antigo
Twitter) para desmentir uma notícia adiantada por esta mesma publicação:
"Não há planos para Marco Rubio falar com Infantino, e não há qualquer
chamada, esta manhã. O New York Post deveria verificar as suas fontes,
ou poderiam ter-nos simplesmente perguntado".
Quatro países viram costas a Infantino
As eleições para a presidência da FIFA estão agendadas para
18 de março de 2027, sendo que o prazo para a apresentação de candidaturas
termina já no próximo dia 18 de novembro. Antes desta polémica, Gianni
Infantino contava já com mais de 200 cartas de apoio e contava, inclusive, que
o processo iria decorrer sem que tivesse pela frente qualquer opositor.
No entanto, no espaço de poucos dias, o cenário mudou
radicalmente de figura. A Federação de Futebol do País de Gales tornou-se, na
passada segunda-feira, na primeira a voltar atrás e a tornar pública a decisão
de retirar o apoio ao atual líder máximo do organismo, sendo que, nas horas
seguintes, também as de Inglaterra, Suécia e Sérvia tomaram a mesma posição.
A expetativa é de que, ao longo dos próximos dias, várias
outras federações nacionais venham a virar costas a Gianni Infantino, numa
altura em que já se começam a perfilar, inclusive, potenciais opositores no
sufrágio como é o caso de Nasser Al-Khelaifi,
presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus, Victor
Montagliani ou Sheikh Salman bin Ebrahim Al
Khalifa, que lideram, respetivamente, CONCACAF e AFC.
Fonte: Notícias ao Minuto, 3 de agosto de 2026
"Triste". Bombástico email interno coloca
Infantino em xeque na FIFA
Mattias
Grafstrom, secretário-geral da FIFA, lamenta "série reprovável e triste de
eventos" protagonizados por Gianni Infantino que são "difíceis de
compreender e aceitar", numa mensagem enviada aos funcionários do
organismo
Um email enviado pelo secretário-geral da FIFA, Mattias
Grafstrom, aos próprios funcionários do organismo, foi divulgado, ao final da
manhã desta terça-feira, pela estação televisiva britânica Sky News,
deixando ainda mais delicada a situação que Gianni Infantino atravessa na
presidência do mesmo.
"Uma série reprovável e triste de eventos - que foram,
felizmente, concluídos com o projeto da FFE a ser permanentemente abandonado -
por muito consternados que nos possam deixar, não deveriam ofuscar esta
realidade", pode ler-se, referindo-se à FIFA Forward Enterprise,
subsidiária que seria aberta a investimento privado e que teria como objetivo
concentrar as operações comerciais das provas organizadas pelo organismo (entre
elas, o Campeonato do Mundo).
"Todos fomos colocados no meio de uma confusão que é
difícil de compreender e aceitar, mas, enquanto secretário-geral, apelo-vos a
que e mantenham focados naquilo que nos uniu: o serviço ao futebol e o serviço
às nossas 211 federações-membro, de mão dada com todos os 'stakeholders'
relevantes e em total concordância com os Estatutos da FIFA e os Regulamentos
da FIFA", prossegue.
"Garanto-vos que, enquanto membros da administração,
vocês vão ser defendidos e salvaguardados do contexto político de que vivemos,
neste momento. Não precisam de se preocuparem. Indivíduos, momentos instáveis e
episódios infelizes vão e veem. A instituição, a sua missão e a sua
responsabilidade para com o futebol continuam, e é por isso que devemos manter
sempre o nosso profissionalismo, sentido de perspetiva e compostura",
completa.
A terminar, Mattias Grafstrom (que está ao lado de Gianni
Infantino desde que este sucedeu a Sepp Blatter na presidência da FIFA, em
fevereiro de 2016) agradece aos funcionários pelo seu "compromisso e
resiliência", assim como pela "dedicação ao futebol":
"Também quero que saibam que a minha porta continua aberta para vocês, e
vou continuar a apoiar as nossas equipas, o nosso trabalho e a nossa missão, a
cada hora do dia, enquanto o meu trabalho for valorizado por aqueles que servimos".
Com apoio reduzido, Gianni Infantino vira-se para...
Donald Trump
A proposta da FFE, recorde-se, foi lançada no final da
passada semana, mas acabou por cair prontamente por terra, por conta do repúdio
de UEFA, CONCACAF e AFC, que totalizam mais de metade dos votos das 211
federações-membro que compõem a FIFA. Um cenário que coloca, inclusive, a
continuidade de Gianni Infantino na presidência do organismo.
Com eleições agendadas para 18 de março de 2027 (o prazo de
candidaturas termina já a 18 de novembro), o ítalo-suíço contava já com mais de
200 cartas de apoio, e acreditava mesmo que iria a votos sem qualquer tipo de
opositor. No entanto, esta 'cascata' de polémicas levou a que este se torne num
cenário, pelo menos, improvável.
Federações como as de País de Gales, Inglaterra, Suécia ou
Sérvia já tornaram pública a decisão de apoiar a recandidatura do advogado ao
cargo, sendo expectável que, ao longo dos próximos dias, várias outras lhes
sigam o exemplo. Face a este cenário, a imprensa norte-americana adianta que o
próprio se virou para... Donald Trump.
O jornal New York Post adiantou, esta terça-feira,
que o próprio tem vindo a tentar contactar o presidente do Estados Unidos da
América, por acreditar que a sua influência
poderá levar vários países a mudar de ideias, mas sem sucesso. Como
alternativa, terá agendado uma reunião com Marco Rubio, secretário de Estado...
que foi subitamente cancelada.
Fonte: Notícias ao Minuto, 4 de agosto de 2026
A citação de Sir Alex Ferguson sobre Gianni Infantino que não envelheceu bem
Quando Sir Alex Ferguson, uma das figuras mais reverenciadas
do futebol, endossou publicamente Gianni Infantino para a presidência da FIFA
em 2016, isso deu um impulso significativo à campanha do administrador suíço.
Ferguson, que conhecia Infantino "muito bem" através do seu papel
como embaixador da UEFA, elogiou o seu profissionalismo e compreensão do jogo.
No entanto, uma década após o início da liderança de Infantino, o cenário em
torno do presidente da FIFA parece marcadamente diferente, marcado por uma
série de controvérsias que têm posto à prova o órgão que governa o futebol
mundial.
Em 2016, o apoio de Ferguson foi inequívoco, conforme
noticiado pela Sky Sports. "No meu papel como embaixador da UEFA
nos últimos anos, conheci o Gianni muito bem", afirmou Ferguson.
"Devo dizer que toda a ajuda que ele me deu foi, sem dúvida, muito, muito
valiosa. Acho que ele tem bom profissionalismo, disciplina, capacidade de
organização e conhecimento do jogo, e desejo-lhe todo o sucesso na sua busca
para ser presidente da FIFA." Infantino, então a disputar o cargo
principal, expressou a sua gratidão pelo apoio, reconhecendo o seu peso vindo
de "um dos treinadores mais respeitados e realizados do futebol."
Uma presidência repleta de controvérsias
No entanto, os anos que se seguiram à eleição de Infantino
viram o seu mandato tornar-se cada vez mais turbulento. Entre os incidentes
notáveis esteve a decisão de atribuir ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o
Prémio da Paz inaugural da FIFA em 2025. Isto foi seguido por um momento
controverso durante o Campeonato do Mundo de 2026, quando o cartão vermelho do
craque da USMNT, Folarin Balogun, foi suspenso após uma conversa entre
Infantino e Trump.
Talvez o desafio mais significativo à autoridade de
Infantino tenha surgido com a sua proposta de vender participações nas maiores
competições de futebol a investidores privados. Este plano encontrou forte
oposição, levando as nações da UEFA a ameaçar um boicote aos futuros
Campeonatos do Mundo se Infantino não abandonasse a ideia. Outras confederações
rapidamente se juntaram à oposição ao esquema de investimento privado, acabando
por forçar Infantino a abandonar a proposta controversa.
A mudança de sentimento é ainda mais evidenciada pela
retirada do apoio de associações nacionais, com o País de Gales e a Inglaterra
a distanciarem-se publicamente de Infantino. Enquanto Infantino completa uma
década no cargo de presidente da FIFA, o endosso inicial e brilhante de Sir
Alex Ferguson contrasta agora fortemente com uma presidência frequentemente
envolvida em disputas de alto perfil e escrutínio generalizado.
Fonte: Lente Desportiva, 4 de agosto de 2026
Infantino embasbacou-se na América. Um pacóvio ítalo-suíço maravilhado com edifícios altos, reclames luminosos e ruas azafamadas, que se babou diante de um velho que a imprensa industrial empurra como dealer – um homem que só faz negócios – ocultando que os negócios só são feitos depois de o Estado organizar condições favoráveis – tal como agora o tal dealer fabrica para os seus amigos multimilionários, negócios da China e das Arábias.
Pausas para publicidade publicitadas como “pausas para hidratação”, ridículos espetáculos nos intervalos, autoridade de Donald Trump dentro de campo, adaptava Infantino o futebol ao gosto americano, o seu pasmo continuou com a FIFA Forward Enterprise (FFE) e, se não fosse travado, prosseguiria com a organização de jogos nos jardins da Casa Branca.

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